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Novo governo precisa sinalizar política fiscal para reduzir incertezas, diz economista do Santander

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Na avaliação da economista-chefe do Banco Santander no Brasil, Ana Paula Vescovi, o governo eleito de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisa priorizar a divulgação de sua política fiscal e quais reformas pretende implementar. Segundo ela, as duas informações são vitais para reduzir a incerteza e antecipar o ciclo de redução dos juros.

"O maior desafio do Brasil é implementar uma política fiscal eficiente, e estamos na expectativa do anúncio do próximo governo", afirmou a economista que também é colunista da Folha de S.Paulo. "Com essas informações, o mercado vai poder fazer conta e até ajudar o Banco Central a iniciar o ciclo de redução dos juros."

Na avaliação da economista, a reforma tributária, que já vem sendo discutida no Congresso, está madura para ser implementada e deveria ser uma prioridade.

Vescovi apresentou projeções para o Brasil durante painel que discutiu os rumos da economia para a América Latina durante a Conferência Internacional do banco Santander em Madri, na Espanha.

Neste ano, as projeções do banco apontam para um superávit primário de 1%. No entanto, a economista alerta para o fato de o Brasil ainda ter déficit estrutural e que a expectativa é de que haveria um déficit 1,4% no ano que vem.

Vescovi reforçou que o Brasil ainda está diante de um ciclo contracionista para conter a alta dos preços. O BC levou a taxa de juros de 2%, em 2020, praticamente juros negativos, para uma taxa de 13,75% neste ano, ao mesmo tempo em que o aperto monetário ganhou escala global.

Como o Brasil se adiantou em subir os juros, a inflação no país já começou a ceder e tudo indica que o ciclo de distensão da taxa básica deve ser iniciado em junho do ano que vem, enquanto a maioria das economias ainda estará no ciclo de aperto, destacou a economista.

A inflação em 12 meses no Brasil, que chegou a esbarrar em 12% em junho, já caiu para casa de 7% em setembro. A projeção é que deve ficar em 5,4% ao final deste ano, e em 5% no final do ano que vem, com uma convergência ainda lenta para o centro da meta de 3,5%.

O ciclo contracionista de combate a inflação vai comprometer o crescimento, tirando praticamente dois pontos percentuais do PIB (Produto Interno Bruto). A previsão para este ano é de um avanço de 2,8% no PIB. Mas o aumento será mais tímido no ano que vem, no patamar de 0,7%, sinalizou a economista.

A expetativa de Vescovi é que a economia brasileira deve ser ajudada por um robusto resultado da agricultura e pela recuperação da renda das famílias, que tende a melhorar o consumo. O Brasil também será beneficiado no ano que vem pelos preços das commodities, que devem continuar em alta.