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Novo estudo aponta os impactos da COVID-19 na fertilidade masculina

Nathan Vieira
·2 minuto de leitura

Já se tem conhecimento de que a COVID-19 gera impactos em muitas áreas do corpo humano. No entanto, recentemente, um estudo publicado na revista científica Reproduction apontaram possíveis impactos da doença na fertilidade masculina.

"Este relatório fornece a primeira evidência direta até o momento de que a infecção por COVID-19 prejudica a qualidade do sêmen e o potencial reprodutivo masculino", aponta o estudo, que encontrou um aumento significativo na inflamação das células espermáticas em homens com a doença.

O estudo comparou 105 homens férteis saudáveis com 84 homens férteis infectados com a COVID-19 e analisou seu sêmen em intervalos de 10 dias durante 60 dias. Em comparação com homens saudáveis ​, a pesquisa encontrou um aumento significativo na inflamação e estresse oxidativo em espermatozoides pertencentes a homens com a doença.

"Esses efeitos sobre as células espermáticas estão associados à menor qualidade dos espermatozoides e redução do potencial de fertilidade. Embora esses efeitos tendam a melhorar com o tempo, eles permaneceram significativa e anormalmente maiores nos pacientes com COVID-19, e a magnitude dessas mudanças também foi relacionada à doença severidade", disse o pesquisador principal Behzad Hajizadeh Maleki, doutorando da Justus Liebig University Giessen, em Hesse, Alemanha.

(Imagem: Fusion Medical Animation/Unsplash)
(Imagem: Fusion Medical Animation/Unsplash)

Especialistas pedem cautela

No entanto, especialistas pediram cautela sobre as conclusões do relatório. "Eu preciso levantar uma nota forte de cautela em sua interpretação desses dados. Por exemplo, os autores afirmam que seus dados demonstram que 'a infecção por COVID-19 causa prejuízos significativos da função reprodutiva masculina', embora apenas mostre realmente uma associação," disse Allan Pacey, professor de andrologia da Universidade de Sheffield em South Yorkshire, Reino Unido, em entrevista à CNN.

"Tudo que vejo neste conjunto de dados são possíveis diferenças na qualidade do esperma entre homens que estão doentes com doença febril (febre) e aqueles que estavam bem. Já sabemos que uma doença febril pode impactar na produção de esperma, independentemente do que causou isso", completou.

Vários outros especialistas entrevistados pela CNN também trouxeram à tona um ponto de vista cheio de cautela, apontando a possibilidade de tratamentos contra a COVID-19 serem os verdadeiros responsáveis pela alteração dessa qualidade do esperma, por exemplo, ou comorbidades.

Fonte: Canaltech

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