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Novo dia de manifestações contra o passe sanitário na França

·3 min de leitura
Manifestación contra el pasaporte sanitario en París, el 14 de agosto de 2021

Os detratores do passe sanitário na França saíram às ruas de várias cidades do país neste sábado (14), pela quinta semana consecutiva, para protestar contra o estabelecimento deste dispositivo, necessário para acessar a maioria dos locais públicos.

Esse passe, que atesta que a pessoa está totalmente vacinada contra a covid-19, é necessário para tomar um café, ir ao cinema, ao museu ou usar o transporte público na França. Sem ele, um teste de diagnóstico negativo pode ser apresentado.

Para o presidente Emmanuel Macron é a forma de promover a vacinação, proteger a população e evitar novos confinamentos.

Para seus detratores, a lei aprovada no final de julho é um abuso de poder que atenta contra as liberdades, divide e segrega.

"Vamos libertar a França", "Vamos parar a coronaloucura", "Pegue seu passaporte, Macron, e vá embora", gritavam os manifestantes em Paris.

Vários grupos participaram do protesto na capital francesa: a extrema direita, militantes antivacina, 'coletes amarelos' - que organizaram protestos em 2018 e 2019 -, e numerosos cidadãos que se opõem à medida.

"Não posso ir onde quero", reclamou Marie Huguet, uma aposentada.

"Há uma divisão entre quem não tem passaporte e quem tem, ou seja, entre os privilegiados e os demais", denunciou Béatrice Cazal, de 47 anos, em Paris.

- "Ditadura sanitária" -

Desde o início de julho, essa onda de protestos não para de crescer. Na semana passada, cerca de 237.000 pessoas foram às ruas da França, de acordo com o Ministério do Interior.

De acordo com o coletivo Le Nombre Jaune, que publica dados de protestos no Facebook, pelo menos 415 mil pessoas foram às ruas da França na semana passada.

O protesto já supera o movimento antivacina e os manifestantes acusam o governo de subestimar a mobilização.

Neste fim de semana, 200 manifestações estão planejadas em toda a França.

Em Toulon, no sudeste, cerca de 22 mil pessoas, segundo dados da polícia, saíram às ruas para protestar, apesar do intenso calor registrado.

"Viemos por eles, para que não sejam transformados em cobaias", comentou à AFP uma mãe acompanhada por sua filha de 16 anos.

"Eu me oponho à obrigação de ser vacinado, especialmente porque ainda estamos testando as vacinas", disse Marie, uma enfermeira de 36 anos em Lille (norte), que assegura preferir mudar de emprego a ser vacinada à força.

Atualmente, na França, 68% da população (cerca de 46 milhões de pessoas) recebeu pelo menos uma dose da vacina contra a covid-19 e 57,5% recebeu ambas. O número de casos diários de coronavírus gira em torno de 28.000 e a situação é especialmente crítica nos territórios ultramarinos, como Guadalupe e Martinica.

Os manifestantes franceses denunciam uma "ditadura da saúde", uma acusação que ultraja o governo.

Na Martinica, que teve que restabelecer o confinamento devido ao grave aumento de casos, o Ministro da Saúde, Olivier Verán, considerou esta semana que "muito se fala" sobre estes protestos, que carregam "várias faixas, motivos duvidosos e muitas vezes nojentos".

O governo francês espera vacinar 50 milhões de cidadãos com pelo menos uma dose da vacina até o final de agosto.

Nos territórios ultramarinos, a vacinação é muito mais lenta e é por isso que a variante Delta do coronavírus atingiu duramente, disse o primeiro-ministro francês, Jean Castex.

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