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Novo curta usa IA para criar experiências inéditas a cada play

Wagner Wakka
·1 minuto de leitura

Um novo filme tem chamado a atenção do Festival Internacional de Cinema de Veneza. Chamado Agence, trata-se de um curta que navega no mar ainda ortodoxo entre videogames e cinema, numa produção interativa guiada por inteligência artificial.

Agence não é o primeiro filme interativo do mercado — antes dele veio Black Mirror: Bandersnatch, por exemplo —, entretanto, a maioria dos longas permite que o expectador tome decisões em alguns momentos-chave da trama. A ideia aqui é poder criar interações a qualquer momento, não importando onde a trama esteja.

Por isso, a narrativa é bastante simples: um grupo de alienígenas está vivendo em um pequeno planeta. Quando começam a se alimentar dele, o ambiente cresce até virar uma esfera massuda que suga tudo para dentro de si. É uma metáfora de como a exploração de recursos naturais pode levar ao fim daqueles que os exploram.

A brincadeira aqui é que existem duas possibilidades: o expectador pode deixar os personagens vivendo sem intervenção nenhuma e conhecer a história-base de Agence, ou colocar mais plantas e chamar a atenção dos personagens, modificando completamente o caminho da narrativa.

A audiência pode usar um controle de realidade virtual ou um joystick comum de videogame para criar tais interações. Os personagens, então, respondem a tais estímulos por respostas simples de inteligência artificial. Eles respeitam a regra do: se A acontecer; então faça B.

A produção é encabeçada por Pietro Gagliano, primeira pessoa a receber um Emmy por uma experiência em realidade virtual na história, e pela National Film Board of Canada, órgão canadense que investe em produção audiovisual no Canadá.

Agence disponível para realidade virtual em smartphones (Android e iOS) e PC, via Steam.

Fonte: Canaltech

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