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Novo atraso na entrega de vacinas da Índia para o Brasil

·2 minuto de leitura
Funcionários trabalham na linha de produção da CoronaVac no centro de produção biomédica do Butantan, em São Paulo, Brasil, em 14 de janeiro de 2021

O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta sexta-feira (15) um novo atraso, "de um ou dois dias", do voo que deve ir à Índia buscar dois milhões de doses para iniciar a campanha de vacinação no Brasil, atingido por uma segunda onda brutal da pandemia.

O presidente atribuiu o novo atraso a "pressões políticas" sobre o governo do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, para priorizar a vacinação dos habitantes do país asiático, que começará neste sábado.

A Índia "é um país com 1 bilhão [de habitantes]. Então, resolvesse aí atrasar um ou dois dias até que o povo comece a ser vacinado lá. Porque lá também tem as pressões políticas de um lado e de outro", disse Bolsonaro em entrevista por telefone à TV Band.

"Isso daí no meu entender, daqui a dois ou três dias no máximo, nosso avião vai partir e vai trazer essas dois milhões de vacinas para cá", continuou em relação à vacina elaborada pela AstraZeneca / Oxford em conjunto com a Fundação Fiocruz e produzida em Bombaim pelo instituto Serum.

A decolagem de um Airbus A330 da companhia Azul, equipado com contêineres especiais para garantir a temperatura adequada das vacinas, estava inicialmente marcada para quinta-feira e depois para sexta-feira.

Na semana passada, Bolsonaro enviou uma carta a Modi, solicitando "o fornecimento urgente de dois milhões de doses".

Essa vacina é uma das duas para as quais foi solicitada autorização de uso emergencial no Brasil, onde a pandemia já deixou mais de 208 mil mortes.

A outra é a chinesa CoronaVac, produzida em parceria com o Instituto Butantan.

O governo brasileiro, que aposta pesado na vacina AstraZeneca, ordenou nesta sexta-feira a requisição de 6 milhões de doses das importadas da China, defendidas pelo governador paulista João Doria, potencial adversário de Bolsonaro nas eleições de 2022.

A agência reguladora do Brasil, Anvisa, vai analisar os pedidos no domingo e sua decisão é aguardada com grande expectativa.

A pandemia está devastando Manaus com o colapso do sistema de saúde e a falta de tanques de oxigênio para o atendimento de pacientes que passaram a ser transferidos para outros estados.

A ansiedade aumentou nos últimos dias com a identificação da região amazônica como origem de uma variante brasileira do vírus, que segundo os cientistas pode ser mais contagiosa.

O diretor de emergências da Organização Mundial de Saúde (OMS), Michael Ryan, alertou nesta sexta-feira que "se continuar assim, com certeza veremos uma onda que será pior do que a onda catastrófica de abril e maio" na região do Amazonas.

Vários especialistas descreveram o plano de vacinação do Brasil como confuso em comparação com os mais de 50 países que já começaram a vacinar sua população, incluindo vários na região, como Argentina, Chile, México e Costa Rica.

val/js/jc