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Novo aplicativo de segurança permite lives e garante anonimato a usuários cadastrados

·3 min de leitura

Um intenso tiroteio interditou a Linha Amarela, na altura da Vila do João, no Complexo da Maré, na manhã de ontem, durante uma operação policial. A via ficou fechada por quase dez minutos. Motoristas que passavam pelo local abandonaram os veículos na pista e procuraram abrigo em postes e muros próximos ou tentaram dar marcha à ré. Através do novo aplicativo VIU, um usuário, ao vivo, pelo celular, mostrou o que ocorria naquele momento. Os fundadores da plataforma querem alcançar um milhão de pessoas cadastradas até o fim de 2022. Hoje, elas são mais de cinco mil.

Inspirada em modelos similares no mundo e vencida a etapa de testes, desde outubro, a plataforma gratuita de segurança está disponível para usuários, inicialmente do sistema Android. É voltada para qualquer emergência e não apenas para tiroteios. Caso, por exemplo, de arrastões, assaltos, acidentes e incêndios. Outra novidade é que ela permite lives, através do aplicativo, sendo garantido o anonimato. Informações podem ser repassadas também por WhatsApp, sendo checadas antes de divulgadas, para evitar notícias falsas.

— É necessário que as pessoas tenham confiança na plataforma. E, para essa confiança ser construída, precisamos tomar cuidado com a veracidade das informações. Os únicos eventos que sobem sem passar por uma avaliação de nossa equipe são as transmissões ao vivo. Nesse caso, o risco de ser fake news é muito pequeno, porque é a câmera da pessoa capturando e transmitindo pelo nosso aplicativo naquele momento — ressalta o economista americano Jason Sprenger, de 41 anos.

A plataforma está disponível para usuários do Estado do Rio de Janeiro, mas a Região Metropolitana é o principal foco. Está sendo desenvolvida tecnologia para atender os usuários do sistema IOS, da Apple, nos próximos meses.

Jason, que se define como uma gringo carioca, conheceu a mulher ao fazer um curso de MBA no Brasil. Os dois casaram, foram morar nos Estados Unidos, retornando ao Rio no inicio de 2020. Pouco antes, a sogra do americano tinha sido vítima de um arrastão na saída da Barra, em direção à Zona Sul, perdendo o celular. Um assalto que levou o economista a pensar em uma solução tecnológica.

— O fato acontecia com recorrência naquela área. Eu me perguntei: será que não tem um jeito de a gente monitorar isso melhor? Ter informação permite que pessoas evitem algumas regiões, e isso às vezes acaba salvando vidas.

E o que não faltam são histórias. Ainda em sua fase de testes, com 200 motoboys, a VIU facilitou a prestação de um socorro rápido a um motociclista, que teve o pescoço cortado por uma linha de pipa com cerol. O motoboy trafegava pela Linha Amarela, no sentido Barra da Tijuca, quando presenciou o incidente e, após acionar os socorristas, transmitiu a ocorrência na plataforma, alertando outras pessoas.

Na sua curta existência, até agora, quase 9.500 fatos foram reportados através do VIU. Desse total, de 40% a 50% foram lives. Em 15 de setembro, o incêndio em uma casa da Rua da Passagem, em Botafogo, teve uma transmissão ao vivo de 23 minutos.

— Havia algumas pessoas reportando de ângulos diferentes. O incêndio acabou, os bombeiros foram embora, e o fogo voltou. Nossos usuários alertaram, e os bombeiros retornaram — conta Jason.

Mais recentemente, em 18 de outubro, na Avenida Pastor Martin Luther King, na altura de Vicente da Carvalho, um arrastão no sentido Baixada foi flagrado. Na transmissão, se vê motoristas tentando retornar.

Quando abre o aplicativo, o usuário cadastrado encontra pontos alaranjados, cada um deles correspondente a um evento de segurança. Ao clicar nele, encontra informações, vídeos, fotos e lives. Ele pode ainda reagir, comentar e compartilhar. Para fazer uma transmissão ou mandar um Zap, deve clicar no botão +, encontrando as duas opções. A plataforma permite também que sejam marcados lugares de interesse, para o interessado receber informações em caso de ocorrências.

Na fase de implantação, o VIU está sendo mantido com recursos próprios. Mas, no futuro, quando a plataforma estiver consolidada, serão buscadas fontes de financiamento, como patrocínios.

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