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Novo anticorpo pode turbinar entrega de remédios contra câncer, diz estudo

·3 min de leitura

Para melhorar a eficácia de tratamentos contra o câncer, uma equipe de pesquisadores britânicos desenvolveu um anticorpo sintético que pode desbloquear e normalizar o fluxo dos vasos sanguíneos dentro de tumores cancerígenos. Esta mudança melhora a entrega de medicamentos direcionados contra o tumor, segundo estudo feito com roedores.

Publicado na revista científica MED, o estudo foi desenvolvido por cientistas da University College London (UCL), no Reino Unido. A pesquisa pré-clínica demonstrou que a inibição da atividade uma proteína produzida em muitos tecidos tumorais, a LRG1, melhora a angiogênese (formação de novos vasos). Quando sua função não é controlada, algumas doenças tendem a evoluir mais rápido, como o câncer.

Potencial tratamento contra o câncer melhorar a circulação de vasos sanguíneos na região onde está o tumor (Imagem: Reprodução/iLexx/Envato Elements)
Potencial tratamento contra o câncer melhorar a circulação de vasos sanguíneos na região onde está o tumor (Imagem: Reprodução/iLexx/Envato Elements)

Além disso, os pesquisadores descobriram que o anticorpo sintético aumentou a capacidade das imunoterapias em reduzir tumores sólidos — aqueles que ficam restritos a seus órgãos de origem, enquanto não ocorre a metástase —, incluindo cânceres resistentes.

A aposta é que, no futuro, um novo medicamento poderá ajudar pacientes que respondem mal aos padrões atuais de terapia contra o câncer, incluindo os de mama, cólon, bexiga, próstata e pulmão, segundo os autores do estudo.

Por que liberar os vasos sanguíneos ajudam a combater o câncer?

Pode parecer estranha a ideia de que melhorar os vasos sanguíneos pode ajudar no combate de alguns tipos de tumores, mas não é. "Os cânceres precisam de um suprimento de sangue para crescer, mas quando novos vasos se formam dentro de um tumor, eles são normalmente anormais, resultando em entrega de oxigênio comprometida, o que pode desenvolver um tumor mais agressivo", explica John Greenwood, co-autor do estudo e professor da UCL.

Por outro lado, “este suprimento de sangue prejudicado [vindo dos novos vasos anormais] também limita a administração de terapias, reduzindo sua eficácia e contribuindo para a resistência ao tratamento. Perguntamos [durante a pesquisa] se o bloqueio da atividade de uma nova molécula que danifica os vasos sanguíneos, a LRG1, permitiria que os vasos crescessem mais normalmente, reduzindo assim a expansão do tumor e, mais importante, aumentando a entrega e eficácia de outras drogas”, explica Greenwood sobre o objetivo do estudo. Até agora, a resposta foi sim.

Estudo contra o câncer em roedores

Novo anticorpo foi testado em roedores contra o câncer (Imagem: Reprodução/Twenty20photos/Envato)
Novo anticorpo foi testado em roedores contra o câncer (Imagem: Reprodução/Twenty20photos/Envato)

No estudo, os pesquisadores testaram um anticorpo bloqueador da proteína LRG1 em roedores com tumor. As cobaias também poderiam receber outras terapias contra o câncer — a ideia era simular tratamentos semelhantes aos encontrados em humanos —, dependendo do grupo em que estavam.

Nos animais com câncer examinados, o anticorpo, quando usado sozinho (monoterapia), melhorou significativamente o fluxo sanguíneo e a oxigenação. Além disso, a nova droga reduziu as taxas de crescimento do tumor.

Agora, quando o anticorpo foi combinado com quimioterapia — ou diferentes tipos de imunoterapias —, houve um aumento ainda maior na infiltração de células imunes e na atividade de matar células tumorais dentro do tumor em comparação com a monoterapia. Em outras palavras, a técnica demonstrou melhor eficácia, ajudando a distribuir os medicamentos.

Agora, a equipe planeja testar uma versão do anticorpo bloqueador de LRG1, denominado Magacizumab, em humanos em tratamento contra o câncer. Até o momento, não há previsão para que o ensaio clínico seja iniciado.

Para acessar o estudo completo sobre a nova estratégia contra o câncer, publicado na revista científica MED, clique aqui.

Fonte: Canaltech

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