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Novas regras de segurança estimulam uso de drones civis nos EUA

Alan Levin
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Voos de drones comerciais dos EUA devem receber um grande impulso já nesta semana com a exigência de que a maioria dos dispositivos tem de transmitir um radiofarol com uma placa digital.

Todos, exceto os drones menores, terão que transmitir um sinal de rádio identificando-os e sua localização devido a novos regulamentos da Federal Aviation Administration, de acordo com um resumo da ação visto pela Bloomberg News.

As novas regulamentações, partes das quais entrarão em vigor 30 meses depois de terem sido introduzidas, são uma base importante antes que as entregas de drones e outros negócios possam ocorrer. Elas marcam a expansão regulatória mais significativa em recursos de drones desde que os dispositivos chegaram aos mercados civis há cerca de uma década.

As ações quebram um entrave regulatório que impedia o crescimento da tecnologia de aeronaves não tripuladas nos EUA. A exigência de uma transmissão de ID aborda as preocupações das agências de segurança federal e de segurança interna de que as máquinas voadoras cada vez mais potentes seriam usadas para crimes e terrorismo.

As novas regras serão “um bloco de construção essencial de segurança para permitir operações de drones mais complexas”, disse a agência no resumo.

Vários anos atrás, a agência havia sido definida para expandir os voos de drones sobre multidões em alguns casos e permiti-los rotineiramente à noite, mas não era permitido seguir em frente com essas regras até que questões de segurança fossem abordadas. Essas regras devem ser finalizadas já no próximo mês, de acordo com a agência.

A FAA não comentou sobre os planos para a nova regulação. O Escritório de Gestão e Orçamento da Casa Branca concluiu sua revisão do regulamento na quarta-feira, de acordo com seu website.

Ainda levará anos até que enxames de drones operados por empresas como a Prime Air da Amazon.com Inc., a Wing da Alphabet Inc. e a United Parcel Service Inc. sobrevoem bairros entregando pacotes. Mas as novas regras fornecem uma plataforma importante para o setor avançar em direção a esses objetivos.

Um sistema robusto de rastreamento de drones é necessário para garantir que o público aceite esses novos negócios, disse a UPS Flight Forward em comentários sobre a proposta no início deste ano. “Se os operadores ilegais e perigosos não puderem ser identificados e interrompidos, a confiança no sistema será corroída e o compliance voluntário será prejudicado”, escreveu a empresa.

O novo regulamento exigirá que drones pesando mais de 0,25 kg transmitam sua identidade em uma frequência de rádio de baixa potência, como Wi-Fi ou Bluetooth. Dessa forma, a polícia ou outras autoridades podem monitorar drones nas proximidades.

Os regulamentos também permitem que os drones existentes sejam adaptados com tal sistema.

A regra não exige que os aparelhos transmitam um sinal que pode ser transmitido por redes de telefonia móvel para uma rede nacional de rastreamento, medida que foi originalmente incluída em uma proposta revelada ano passado.

Amadores que utilizam os dispositivos em locais aprovados pelo governo podem buscar isenções, desde que eles voem em áreas restritas identificadas para a FAA.

As novas regras são uma tentativa de lidar com a explosão do uso de drones. A FAA registrou quase 1 milhão de usuários de drones recreativos e eles possuíam 1,3 milhão dos dispositivos no ano passado. Outros 385.000 drones comerciais foram registrados na agência, de acordo com seus dados.

Ao mesmo tempo, houve uma onda de relatórios dos dispositivos voando perigosamente perto de aviões e helicópteros tradicionais -- até mesmo do Força Aérea Um -- e casos de uso para tráfico de drogas ou ataques terroristas em outras nações. O Conselho Nacional de Segurança de Transporte concluiu que drones estiveram envolvidos em várias colisões aéreas nos Estados Unidos.

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