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Novas fotos do lado afastado da Lua são liberadas pela missão chinesa Chang'e 4

Daniele Cavalcante
·3 minuto de leitura

Os pesquisadores da missão chinesa Chang’e-4 compartilharam com o público uma atualização sobre as atividades mais recentes do rover Yutu-2. O módulo e a sonda estavam “hibernando” e despertaram para o 24º dia lunar da missão no dia 10 de novembro (um dia lunar equivale a cerca de duas semanas na Terra). Significa que falta pouco para a Chang’e-4 completar 684 dias terrestres de operação, de acordo com informações do Programa Chinês de Exploração Lunar (CLEP).

Panorama lunar na cratera Von Kármán, clique na imagem para ampliar (Imagem: Reprodução/CNSA/CLEP)
Panorama lunar na cratera Von Kármán, clique na imagem para ampliar (Imagem: Reprodução/CNSA/CLEP)

As novas informações foram divulgadas durante a noite lunar que se iniciou após o 23º dia, quando os equipamentos robóticos estavam hibernando para sobreviver ao frio. É que a sonda Chang'e-4 e o rover Yutu-2 são movidos a energia solar, então eles têm seus principais recursos desativados quando o Sol se põe e só “acordam” entre 24 e 48 horas após o nascer do Sol.

Entre as novas informações, os cientistas também divulgaram uma série de novas fotografias que mostram crateras, alvos da missão, trajetórias do rover tracejadas e, às vezes, podemos ver a borda distante da cratera Von Kármán — dentro da qual a nave da missão pousou em janeiro de 2019.

Uma imagem da câmera do Yutu 2 mostrando uma rocha alvo para análise marcada com a cor verde (Crédito da imagem: CLEP)(Imagem: Reprodução/CLEP)
Uma imagem da câmera do Yutu 2 mostrando uma rocha alvo para análise marcada com a cor verde (Crédito da imagem: CLEP)(Imagem: Reprodução/CLEP)

Um dos alvos do Yutu-2 para o 23° dia era uma determinada rocha, mas o rover não conseguiu se aproximar o suficiente para estudá-lo. Então, ele seu espectrômetro para analisar um espécime de rocha na cratera Von Kármán, coisa que já tem feito há algum tempo — inclusive em agosto do ano passado, quando encontrou algo que parecia ser uma substância semelhante a um gel. Um ano mais tarde, os cientistas afirmaram que provavelmente se tratava de vidro derretido criado a partir de meteoritos que atingiram a superfície da Lua.

Outras imagens publicadas em novembro detalham as rotas planejadas pela equipe da missão e traçadas pelas rodas do rover Yutu-2, enquanto os operadores o conduziam por entre várias crateras. Tudo é feito meticulosamente, pois qualquer erro poderia prender o rover nos buracos lunares. A equipe usa um software para mapear a Lua em um modelo 3D, o que ajuda bastante no planejamento da rota que o rover terá de fazer.

(Imagem: Reprodução/CLEP)
(Imagem: Reprodução/CLEP)

A missão chinesa investiga o lado afastado da Lua, ou seja, a face lunar que nunca está voltada para a Terra e, portanto, não podemos ver daqui. O rover Yutu já ultrapassou (e muito!) sua vida útil, prevista para apenas três meses. Uma nova imagem da câmera de navegação do rover mostra que o equipamento ainda está funcionando muito bem, revelando a imagem de uma rocha marcada em amarelo e o planejamento da rota em vermelho.

A China já está preparando o lançamento da missão Chang’e-5 para o fim deste mês. Seu objetivo é trazer amostras lunares para serem estudadas aqui na Terra. Se tudo der certo, será a primeira vez que pedaços lunares são trazidos para nosso planeta desde os anos 1970, quando o programa Apollo, da NASA, realizou sua última missão.

Fonte: Canaltech

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