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Nova Zelândia testa semana de trabalho com apenas quatro dias... e resultados impressionam

(Pixabay)

Uma empresa neozelandesa decidiu encurtar a semana de trabalho de seus funcionários para apenas quatro dias na semana, com o objetivo de ajudar as pessoas a equilibrar a vida pessoal e a profissional. Os resultados obtidos pela empresa, ao contrário do que muita gente pode imaginar, foram satisfatórios.

A ideia de “encurtar” a semana foi de Andrew Barnes, fundador e diretor da empresa, a Perpetual Guardian, que trabalha com testamentos e planejamento imobiliários. Ele sugeriu que, além dos dois dias de descanso nos fins de semana, os funcionários tivessem uma folga durante a semana, sem nenhum desconto no salário.

Barnes explica que a folga depende da qualidade do trabalho entregue pelos empregados. “Isto é um presente, não é um direito. Se me dão a produtividade que eu quero, eu dou um dia de folga. Nós não reduzimos o número de horas de trabalho contratadas, mas o que dissemos foi: ‘se a produtividade não for mantida, retiramos o presente’“, revela.

A novidade, testada por oito semanas com 240 funcionários, foi positiva. “Os resultados foram animadores. A produtividade subiu, os níveis de stress desceram. As pessoas ficaram mais confortáveis com a organização da empresa”, explica Barnes. O executivo afirma ainda que os funcionários se tornaram mais focados e mais ligados com a empresa.

Mais felizes

O teste foi monitorado por pesquisadores da Universidade de Auckland, que descobriram que o índice de funcionários que conseguiam equilibrar a vida pessoal e a profissional saiu de 54% para 78%, enquanto o nível de estresse na equipe foi reduzido em 7%. A satisfação com a vida também registrou bons resultados, subindo 5% no tempo em que a folga durante a semana foi testada.

A medida fez sucesso no país. Diante dos resultados obtidos, o ministro do Trabalho da Nova Zelândia, Iain Lees-Galloway, afirmou que vai incentivar as empresas a testar novos modelos de trabalho, como esse.  “Estou muito interessado em trabalhar com qualquer empresa que esteja procurando ser mais flexível com sua equipe e em melhorar a produtividade”, declarou Less-Galloway.