Nova York reabre escolas públicas, mas enfrenta crise habitacional

Nova York, 5 nov (EFE).- Uma semana depois da passagem da supertempestade "Sandy" por Nova York, as escolas públicas reabriram suas portas nesta segunda-feira, enquanto as autoridades buscavam formas de facilitar a votação para a eleição presidencial de amanhã nos Estados Unidos e de elaborar planos para a crise habitacional que o furacão deixou.

No véspera do pleito, o governador de Nova York, Andrew Cuomo, assinou uma ordem executiva que permite aos cidadãos ir às urnas em qualquer um dos centros de votação do estado, apesar da devastação causada por "Sandy".

Do outro lado do rio Hudson, o governador de Nova Jersey, Chris Christie, também anunciou medidas sem precedentes para facilitar a participação eleitoral nesse estado, o mais afetado pela passagem do furacão e onde os cidadãos poderão votar por fax ou e-mail.

Mas a ida dos cidadãos amanhã às urnas não era nesta segunda-feira a única preocupação das autoridades, já que tanto o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, como o governador Cuomo advertiram que uma nova tempestade prevista para quarta-feira ou quinta-feira poderia complicar os esforços de recuperação após "Sandy"

Apesar destas previsões, as autoridades anunciaram hoje a abertura de 94% das mais de mil escolas públicas da cidade. Com isso, diminuiu para 65 o número destas instituições de ensino que continuam sem poder retomar suas atividades por causa dos danos da supertempestade ou porque ainda são usadas como refúgios ou centros de armazenamento de ajuda para os desabrigados.

Enquanto isso, dezenas de milhares de pessoas que perderam seus lares ou estão sem calefação por culpa de "Sandy" fazem com que uma das prioridades das autoridades seja enfrentar a grave crise habitacional que "Sandy" deixou. Nesta segunda, o prefeito Michael Bloomberg designou um especialista que se encarregará de coordenar esses esforços.

Com duas décadas de experiência em administração de emergências, Brad Gair terá pela frente o desafio de idealizar e iniciar um plano que resolva o problema "mais urgente" de localizar os desabrigados em albergues temporários e de buscar soluções de moradia a longo prazo.

Enquanto boa parte dos nova-iorquinos começa a recuperar a normalidade, ainda há mais de cem mil pessoas sem eletricidade ou calefação em uma cidade onde os termômetros caíram sensivelmente nas últimas horas, e nesta segunda-feira se aproximavam de zero graus Celsius.

As autoridades estimam que 114 edifícios populares onde vivem 21 mil pessoas continuavam hoje sem luz, e outros 174 onde vivem mais 35 mil seguiam sem calefação ou água quente, sete dias depois da passagem de "Sandy" pela cidade.

"Nosso objetivo é restaurar a eletricidade em dois ou três dias, e fazer com que nesse tempo pelo menos dois terços dos edifícios recuperem a calefação", disse Bloomberg, que reiterou sua preocupação pela redução das temperaturas e aconselhou os nova-iorquinos a tomar medidas de precaução para não sofrer quadros de hipotermia.

Segundo os últimos números da Prefeitura, 200 mil nova-iorquinos foram neste domingo aos 12 centros de ajuda montados na cidade, onde foram distribuídos 600 mil pacotes de comida pronta e 100 mil litros de água potável, assim como 22 mil cobertores, 4.500 caixas de fraldas e 5.000 lanternas e pilhas. EFE

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