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Nova York, cidade natal de Trump, celebra vitória de Biden com panelaço

Colaboradores Yahoo Notícias
·3 minuto de leitura

Nova York, cidade natal de Donald Trump, está em festa pela vitória de Joe Biden na eleição norte-americana. Em vídeos publicados nas redes sociais, é possível ouvir pessoas batendo panelas nas janelas dos prédios e motoristas buzinando sem parar. Outras eleitores saíram às ruas, provocando aglomeração.

O candidato do partido Democrata, que foi vice-presidente durante toda a gestão de Barack Obama, venceu de acordo com as projeções feitas por especialistas e agências e será o 46º presidente dos Estados Unidos.

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Em decorrência do sistema de votação, o resultado oficial, após apuradas todas as urnas, pode levar dias — e até semanas ou meses — ser divulgado.

Biden foi o candidato mais votado à presidência em toda a história dos EUA, em um pleito que mesmo antes de acabar já havia se tornado histórico. Por conta do sistema de votos por correios, houve demora e muita mudança nas apurações. Destaque para os estados da Pensilvânia, Arizona e Georgia, onde resultados apertadíssimos acabaram decidindo o resultado.

Ao longo da semana, Biden teve comportamento bem diferente de seu adversário derrotado, Donald Trump. Enquanto o republicano passou dias tentando falar sobre uma fraude da qual não apresentou uma prova sequer, o democrata fez discursos calmos e pedindo calma à população.

A contagem de votos por correio é mais demorada do que a de cédulas preenchidas presencialmente, em seções eleitorais. Além disso, alguns Estados, como a Pensilvânia, permitem a chegada de votos via correio por uma semana após o fechamento das urnas.

Quase 70% dos votos antecipados foram dados pelo correio. A pandemia de Covid-19 explica porque tantos eleitores optaram por esse meio para fazer sua escolha. Os EUA vivem sua terceira onda de infecções — com o registro de cerca de 500 mil novos casos apenas na última semana —, e estão na liderança dos países com mais mortes em números absolutos, superando a marca das 230 mil vítimas fatais.

Nos últimos meses, o sistema eleitoral por carta se tornou alvo de duras críticas de seu adversário derrotado que, em desvantagem de cerca de nove pontos percentuais nas pesquisas nacionais, disse que a votação via correio abre brechas para fraudes.

Em meio aos questionamentos, Trump deu sinais de que não estaria disposto a aceitar rapidamente uma eventual derrota. "Queremos ter certeza de que a eleição será limpa, e eu não tenho certeza de que ela será", afirmou o presidente, agora candidato derrotado, a repórteres no fim de setembro.

O atual presidente perderá a imunidade contra processos criminais conferida pelo cargo, se deparando com uma situação financeira complexa e várias investigações sobre seus negócios e atos passados.