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Nova variante do coronavírus já deve estar circulando nos EUA, segundo CDC

Fidel Forato
·2 minuto de leitura

Identificada pela primeira no final de setembro, uma nova variante do coronavírus SARS-CoV-2 tem se espalhado, de forma acelerada, por todo o Reino Unido e já foi registrada em outros países, como a Dinamarca, a Holanda e a Austrália. Agora, os Estados Unidos confirmam que a variante deve estar em circulação no país, mesmo que ainda não tenha sido detectada oficialmente em exames.

Embora a variante — chamada de VUI 202012/01 — ainda não tenha sido registrada nos EUA, o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) confirma a possibilidade de sua presença no país. Isso porque os EUA não sequenciam o código genético da maioria dos casos da COVID-19. Até o momento, “os vírus só foram sequenciados em cerca de 51 mil dos 17 milhões de casos nos Estados Unidos”, explica o CDC.

De forma não identificada, nova variante do coronavírus já chegou aos Estados Unidos (Imagem: Fernando Zhiminaicela/ Pixabay )
De forma não identificada, nova variante do coronavírus já chegou aos Estados Unidos (Imagem: Fernando Zhiminaicela/ Pixabay )

“As viagens contínuas entre o Reino Unido e os Estados Unidos, bem como a alta prevalência desta variante entre as infecções atuais no Reino Unido, aumentam a probabilidade de importação”, comenta o CDC, em nota. “Dada a pequena fração de infecções nos EUA que foram sequenciadas, a variante já poderia estar nos Estados Unidos sem ter sido detectada”, reforça, em nota.

Mutações do coronavírus

No comunicado, o CDC comentou que o novo coronavírus “sofre mutações regularmente”, mas a maior parcela dessas mutações é insignificante. Segundo o órgão, a importância da nova variante encontrada no Reino Unido ainda não foi determinada, mas o CDC entende que a cepa pode ser, potencialmente, mais transmissível do que outras cepas circulantes no mundo. De acordo com o governo britânico, a variante é 70% mais transmissível.

Agora, os cientistas do CDC também estão analisando se as mudanças do coronavírus tornam os testes menos eficazes de alguma forma. No entanto, o órgão ressalta que a testagem da COVID-19 é segura e que testes são projetados para detectar o coronavírus de várias maneiras, “de modo que, mesmo que uma mutação impacte um dos alvos do teste, os outros alvos de PCR [tipo de exame mais seguro para verificar uma infecção] ainda poderão detectá-la”.

Fonte: Canaltech

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