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Nova variante britânica pode contaminar quem já se vacinou ou teve COVID

Fidel Forato
·3 minuto de leitura

Nesta quinta-feira (11), autoridades de saúde pública do Reino Unido alertaram para uma nova cepa do coronavírus SARS-CoV-2 descoberta recentemente, a variante de Bristol, conhecida como Kent. Segundo dados preliminares, o vírus com essas mutações poderia recontaminar pessoas que já tiveram COVID-19 ou ainda pessoas imunizadas contra a infecção. No entanto, mais pesquisas são necessárias e não se sabe se a doença seria assintomática ou leve nos imunizados, por exemplo.

De acordo com um conselheiro do grupo científico para emergências do país, ainda não se sabe se a variante de Bristol seria mais transmissível que a outra variante britânica já identificada. Para compreender melhor os riscos que as novas mutações — que podem ser tanto vantajosas quanto desvantajosas — acarretam para a cepa, pesquisadores devem acompanhar, em detalhes, casos de pacientes contaminados.

Reino Unido alerta para possibilidade da imunidade adquirida não funcionar contra novas variantes do coronavírus (Imagem: Reprodução/ Artem Podrez/ Pexels)
Reino Unido alerta para possibilidade da imunidade adquirida não funcionar contra novas variantes do coronavírus (Imagem: Reprodução/ Artem Podrez/ Pexels)

Para romper o contágio da variante de Bristol, o ministro da Saúde do Reino Unido informou que o governo está buscando aprimorar o rastreamento de infectados pelo coronavírus. Dessa forma, a meta é aumentar a testagem para casos suspeitos e o monitoramento genômico dos casos.

Segundo o programa de vigilância genética do Reino Unido, a variante Kent pode se tornar a cepa do coronavírus dominante no mundo. Membro do programa governamental, a professora Sharon Peacock afirmou que a nova variante "varreu o país" e "vai varrer o mundo", durante uma entrevista para o podcast da BBC. Por semana, o grupo analisa mais de 20 mil testes positivos para a COVID-19 e estimativa é de que a luta contra o vírus dure até 10 anos.

Nova variante é imune às vacinas?

Segundo o serviço público de saúde britânico, os casos identificados em Bristol têm em comum a mesma mutação registrada nas variantes da África do Sul e no Brasil, ou seja, a mutação conhecida como E484K. De acordo com os estudos já desenvolvidos sobre essa alteração, ela facilitaria a entrada do agente infeccioso em uma célula saudável humana, já que modifica ("melhora") a proteína spike da membrana viral.

Para entender se as vacinas continuarão eficazes contra as mutações do coronavírus, inúmeros cientistas trabalham tanto na verificação do que essas variantes podem significar quanto nos estudos sobre a eficácia dos imunizantes nessas variações do agente infeccioso. Até o momento, a maioria dos imunizantes manteve a proteção contra as cepas emergentes, mesmo que com uma menor taxa de eficácia.

Para casos extremos, em que, hipoteticamente, as vacinas percam sua capacidade de proteção contra o coronavírus, cientistas de diferentes laboratórios já trabalham na pesquisa de doses de reforço, ou seja, uma terceira dose da vacina que imuniza contra a nova mutação, de forma similar como acontece com a vacina da gripe, no Brasil. A Pfizer e a BioNTech já anunciaram, por exemplo, que seria possível adaptar as fórmulas contra as novas mutações, e de forma rápida.

Em outras palavras, as vacinas ainda têm efeito protetor contra a COVID-19 e a vacinação, em massa, deve reduzir o contágio e, consequentemente, diminuirá o aparecimento de novas variantes, como a de Bristol. Outras medidas que são fundamentais são: manter o distanciamento social; evitar ambientes sem circulação de ar; não aglomerar; adotar o uso de máscaras; e limpar as mãos com frequência com álcool em gel. Até o momento, estas são as principais formas de conter a transmissão do coronavírus.

Fonte: Canaltech

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