Mercado fechado

Nova vacina contra coronavírus será testada em 7 mil brasileiros

·2 minutos de leitura
The 2019–2020 coronavirus pandemic is an ongoing pandemic of coronavirus disease 2019 (COVID-19), caused by severe acute respiratory syndrome coronavirus 2 (SARS-CoV-2).
Empresa pretende testar vacina contra o coronavírus em sete estados brasileiros (Foto: Getty Images)

A empresa Johnson & Johnson anunciou que começará os testes da terceira fase de uma vacina contra a Covid-19. A última etapa de testagem para aprovar a imunização será feita com 60 mil pessoas em 8 países, incluindo o Brasil.

Farão parte dos testes voluntários com mais de 60 anos. A idade mínima para participar é de 18 anos. Além do Brasil, a vacina contra o coronavírus também será testada em outros sete países, como Argentina, Chile, África do Sul e Estados Unidos.

A previsão é de que 7 mil brasileiros participem dos testes da fase 3 da vacina da Johnson & Johnson. A empresa pretende recrutar brasileiros em sete estados do país e no Distrito Federal. Estão incluídos Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Bahia.

Metade dos voluntários receberão uma única dose da vacina, enquanto os outros participantes receberão placebo. O estudo será do tipo duplo-cedo, ou seja, quando nem pesquisadores, nem participantes sabem quem faz parte de cada grupo.

A expectativa da Johnson & Johnson é de que, se comprovada a eficácia e a segurança da imunização, a vacina esteja disponível ainda no início de 2021.

Nas fases 1 e 2 de testagem da vacina, a imunização mostrou ser eficiente e não apresentou efeitos adversos nos participantes.

Há outras vacinas que estão sendo testadas no Brasil e já estão na fase 3, como é o caso da Coronavac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. A expectativa do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), é que, em janeiro, toda a população do estado já esteja imunizada.

A vacina desenvolvida pelo laboratório AstraZeneca com a Universidade de Oxford também está sendo testada no Brasil, em parceria com o ministério da Saúde.