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Nova tomografia computadorizada pode ajudar no tratamento da hipertensão

Pesquisadores da Universidade Queen Mary, em parceria com médicos do Hospital Barts e da Universidade de Cambridge, todos na Inglaterra, desenvolveram um novo tipo de tomografia computadorizada que pode ajudar no tratamento de uma das principais causas de hipertensão.

Segundo os cientistas, esse sistema de varredura consegue visualizar com precisão pequenos nódulos que produzem um hormônio esteroide conhecido como aldosterona. Esses nódulos estão presentes em uma em cada vinte pessoas que apresentam sintomas de pressão alta.

“Esse novo tipo de tomografia é tão preciso quanto o antigo teste que usava um cateter, porém leva menos de 10 minutos, é indolor e tecnicamente mais eficiente para detectar alterações ou nódulos benignos em glândulas suprarrenais”, explica o professor Morris Brown, coautor do estudo.

Precisão milimétrica

O novo sistema de varredura utiliza uma dose muito pequena de metomidato, um corante radioativo que adere apenas ao nódulo produtor de aldosterona. A vantagem é que essa abordagem torna o processo de detecção muito mais preciso e abrangente.

Exames convencionais de tomografia não conseguem detectar nódulos produtores de aldosterona (Imagem: LightFieldStudios/Envato)
Exames convencionais de tomografia não conseguem detectar nódulos produtores de aldosterona (Imagem: LightFieldStudios/Envato)

Segundo os cientistas, os nódulos produtores de aldosterona são tão minúsculos que podem ser facilmente ignorados durante um exame convencional de tomografia computadorizada, inviabilizando qualquer tipo de medida preventiva ou tratamentos precoces.

“Com essa nova técnica, quando os nódulos são iluminados após a injeção de metomidato, eles são revelados como a causa óbvia da hipertensão, que muitas vezes pode ser curada. Até agora, 99% dos casos não podiam ser diagnosticados devido à indisponibilidade de exames específicos”, acrescenta Brown.

Testes promissores

No total, 128 pessoas participaram do estudo desenvolvido pela equipe do professor Brown. Durante os testes realizados em laboratório, o novo sistema de varredura descobriu que em dois terços dos pacientes com secreção elevada de aldosterona, o quadro de pressão alta foi causado por um nódulo benigno nas glândulas suprarrenais.

Pesquisas anteriores demonstraram que entre 5% e 10% dos casos de hipertensão têm relação direta com uma mutação genética das glândulas suprarrenais, resultando na produção de uma quantidade excessiva do hormônio esteroide aldosterona.

“A aldosterona faz com que o sal seja retido no corpo, elevando a pressão sanguínea. Pacientes com níveis excessivos desse hormônio no sangue são resistentes ao tratamento com os medicamentos comumente usados ​​para hipertensão e apresentam maior risco de ataques cardíacos e derrames”, encerra Brown.

Fonte: Canaltech

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