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Nova substância à base de veneno de cobra pode estancar sangue

Cientistas da University of Queensland desenvolveram um gel que ajuda a estancar sangramentos a partir do veneno da cobra marrom (Pseudonaja textilis), nativa da Austrália e a segunda mais venenosa do mundo. O "gel do veneno" é feito a partir da recombinação de duas proteínas presentes no veneno, e o resultado é uma substância selante que inicia a coagulação do sangue e impede a fibrinólise (dissolução dos coágulos).

A equipe trabalhou com o Instituto Australiano de Bioengenharia e Nanotecnologia (AIBN) e publicou o estudo sobre o novo gel na revista científica Advanced Healthcare Materials. O objetivo é disponibilizar, futuramente, a substância para kits de primeiros socorros civis e militares.

A cobra marrom, nativa da Austrália e segunda mais venenosa do mundo, é o animal que dá origem ao gel do veneno (Imagem: Longhair/CC-BY-SA-3.0)
A cobra marrom, nativa da Austrália e segunda mais venenosa do mundo, é o animal que dá origem ao gel do veneno (Imagem: Longhair/CC-BY-SA-3.0)

Traumas e soluções

Segundo os cientistas, até 40% das mortes relacionadas a trauma são resultado de sangramentos fora de controle. Em cenários militares, soldados com sangramentos sérios apresentam números ainda maiores. A equipe, então, resolveu usar alguns artifícios da natureza para resolver o problema. O veneno é, normalmente, uma matriz muito complexa, que inclui proteínas essenciais ao coágulo sanguíneo.

O gel produzido a partir das proteínas do veneno fica em estado líquido, mas solidifica-se na temperatura corporal humana, o que lhe confere a propriedade de selar feridas. No momento, treinamentos e equipamentos de primeiros socorros utilizam uma gaze que nem sempre estanca os sangramentos. Caso o gel consiga ser produzido em massa, pode ser uma boa adição esses equipamentos.

Mais especificamente, a pesquisa notou que há 5 vezes menos perda de sangue e formação de coágulos 3 vezes mais rápido quando o gel do veneno é aplicado — isso em comparação com o processo natural do corpo. Isso inclui pessoas com hemofilia (isto é, cujo sangue não coagula normalmente) e em quem utiliza medicamentos afinadores do sangue.

Segundo os pesquisadores, quando um ferimento traumático acontece, a complexidade do processo de cura sobrecarrega a capacidade corporal de controlar o sangramento. O gel pretende acelerar os processos de coagulação e reduzir o fluxo sanguíneo, melhorando a capacidade do corpo de se curar de feridas grandes.

Atualmente, o gel do veneno está em fase de testes pré-clínicos e pode chegar ao uso comercial no futuro.

Fonte: Canaltech

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