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Nova sonda da NASA estudará origem de partículas que causam tempestades solares

·3 min de leitura

Na coroa solar, o envoltório de plasma que fica muito acima da superfície do Sol, a temperatura chega a mais de um milhão de graus Celsius. Ali, há um grupo especial de partículas, que eventualmente se tornam o que os cientistas chamam de partículas energéticas, responsáveis pelas tempestades solares. Elas são imprevisíveis, mas a NASA espera que sua nova sonda UVSC Pathfinder mude esse cenário.

As partículas que residem na coroa solar são cerca de 10 vezes mais quentes e mais energéticas do que aquelas localizadas nas camadas abaixo. Quando ocorrem explosões brilhantes de energia, chamadas flares, ou quando regiões de campos magnéticos intensos aparecem na corona, essas partículas altamente energizadas são arremessadas com tanta força que chegam à Terra em menos de meia hora.

Para estudar esses fenômenos, o coronógrafo UVSC Pathfinder (Ultraviolet Spectro-Coronagraph Pathfinder) será lançado ao espaço a bordo de um foguete Atlas V 551 da United Launch Alliance no final deste ano, provavelmente na segunda metade de novembro, da Estação da Força Espacial do Cabo Canaveral, na Flórida. Assim como os outros coronógrafos, o instrumento bloqueia a face brilhante do Sol para revelar a corona envolvente mais escura.

Uma erupção solar e o tamanho da Terra para fins de comparação (Imagem: Reprodução/NASA/SDO)
Uma erupção solar e o tamanho da Terra para fins de comparação (Imagem: Reprodução/NASA/SDO)

Entre os diferenciais em relação aos seus antecessores, que têm uma única abertura com uma série de ocultadores, o UVSC Pathfinder terá cinco aberturas separadas, cada uma com seu próprio ocultador — componente que bloqueia a luz intensa do Sol e reduz a luz dispersa para observar em detalhes a coroa solar.

Além disso, o UVSC Pathfinder é o único que conta com um espectrômetro que mede a luz ultravioleta UV, invisível aos olhos humanos. Ao analisar essas ondas UV na corona, os pesquisadores esperam identificar quando as partículas energizadas estão presentes. Com isso, o experimento poderia ajudar os cientistas a entender de onde vêm as partículas solares carregadas e como eles evoluem à medida que viajam pelo Sistema Solar. Talvez a missão revele se uma explosão solar pode gerar partículas perigosas para nós, na Terra.

Essas tempestades de partículas solares são potencialmente perigosas para os componentes eletrônicos de satélites, espaçonaves e até mesmo para os astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional, ou que porventura sejam lançados em outras missões, como as do Programa Artemis, que começam em 2022. Com previsões das tempestades solares perigosas, os operadores de espaçonaves e astronautas poderão tomar medidas para mitigar seus impactos.

Ejeção de massa coronal de 2000 (Imagem: Reprodução/ESA/NASA/SOHO)
Ejeção de massa coronal de 2000 (Imagem: Reprodução/ESA/NASA/SOHO)

Nem todas as tempestades de partículas são ameaçadoras. Por exemplo, aquela que ocorreu em maio deste ano foi a mais forte dos últimos anos, mas ainda assim não representou algum perigo. Mas a cada ciclo solar de 11 anos, há cerca de 20 tempestades perturbadoras. No ciclo atual, ainda estamos a caminho do período mais intenso, e ninguém pode prever como será, ou quando as tempestades ocorrerão.

O UVSC Pathfinder será apenas uma parte — importante — das missões da NASA que estudam “um vasto sistema interconectado do Sol ao espaço ao redor da Terra e outros planetas, e até os limites mais distantes do fluxo constante de vento solar”, escreveu a agência espacial. As observações da nova missão complementarão as de dois outros observatórios solares: Parker Solar Probe, da NASA/ESA, e Solar Orbiter, da NASA. “Esperamos que as observações coordenadas sejam úteis para identificar a evolução as partículas conforme elas se afastam do Sol”, disse Leonard Strachan, astrofísico do Laboratório de Pesquisa Naval dos EUA.

Fonte: Canaltech

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