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A nova safra de restaurantes e bares na orla do Rio

Carol Zappa
·9 minuto de leitura

Pergunte a qualquer carioca: o Rio tem a orla urbana mais bonita do mundo (e ai de quem disser que não). Se moradores e visitantes sempre apreciaram um programa com vista para o mar, com a pandemia da Covid-19 ainda à espreita, a ideia de lazer ao ar livre se tornou mais atrativa – até fundamental. De frente para a praia ou a Baía de Guanabara, o cenário formado pelo encontro da água com as montanhas ganha uma nova safra de quiosques, bares e restaurantes, além de outros já conhecidos pela boa gastronomia e coquetelaria, que aproveitaram a pausa forçada para dar uma repaginada e prometem ser destinos certeiros no verão. Nesses endereços, prepare-se para desembolsar um pouco mais – o visual, no entanto, é um espetáculo à parte.

Na Zona Sul, três sofisticados hotéis presenteiam os cariocas com novidades à beira-mar. Reinaugurado em 2019 após três anos de obras, o Hotel Arpoador já tinha investido em um arejado deque integrado à paisagem em seu bar de praia, o Arp. Com a reabertura em setembro, a casa devolve aos cariocas um antigo e festejado hábito desde os tempos do extinto Azul Marinho, fechado em 2014: depois de anos de espera, as mesinhas e cadeiras estão de volta ao calçadão.

Na esplanada, como foi batizado por um antigo garçom o agradável salão a céu aberto, a chef portenha Alê Maidana serve novidades saídas do forno a carvão, como as empanadas caramelizadas na brasa, recheadas de carne ou milho cremoso (R$ 24, o trio), uma receita de família. O menu pode ser degustado com a vista a qualquer hora do dia, desde o já concorrido café da manhã (R$ 71, por pessoa). Para mais tarde, o ceviche (R$ 48) vem com tortilhas de milho feitas na casa. Os drinques são um capítulo à parte: assinados por Néli Pereira, do Espaço Zebra, em São Paulo, exploram os sabores brasileiros. Prove o mojito da Amazônia (R$ 28), com infusão de fava de aridan (semente de origem africana), hortelã, demerara, limão e cumaru.

Logo ali ao lado, o Gero reabriu as portas em novembro dentro do Fasano. As clássicas receitas agora podem ser desfrutadas em uma aprumada varanda com mesas e ombrelones, que avança a caminho do mar. O hotel se estende ainda até o espaçoso quiosque Marea, debruçado sobre a areia. O lugar oferece comes e bebes com a grife Fasano e cifras mais em conta. Caso do croquete de carne (R$ 38, seis unidades). O arroz de camarão (R$ 180) vem em porção para até três pessoas.

Dobrando a “esquina” em direção à Princesinha do Mar, a varanda do Marine Restô, no sexto andar do luxuoso Fairmont (no ponto do antigo Sofitel), faz as vezes de camarote para um dos cartões-postais mais célebres do mundo. Prove a abobrinha regada com fonduta de queijo Canastra (R$ 60). Uma boa notícia é que a casa acaba de lançar um menu executivo no almoço de segunda a quinta-feira, com entrada, prato e sobremesa (R$ 100).

No Posto 2, pertinho da Pedra do Leme, o Samba Social Clube reúne bambas como Moacyr Luz e Carlinhos de Jesus. Inaugurada um mês antes da quarentena, a filial de um quiosque na Barra reabriu em setembro com lugares reduzidos e preços convidativos. As apresentações ao vivo embalam uma visita a petiscos como bolinho de tapioca com queijo (R$ 29) e pratos mais robustos como o bobó de camarão (R$ 39). O chope (R$ 7) divide as atenções com as caipirinhas (R$ 18).

Na outra ponta da orla

No Leblon, o La Carioca Cevicheria, com unidades (no asfalto) em Ipanema e no Jardim Botânico, tem cozinha peruana. Um hit local é o ceviche de salmão ao molho shoyu e mel, com tangerina e crisps de gengibre (R$ 36). Outra pedida, o pulpo andino consiste em polvo crocante sobre salada de batata com pimentões queimados, alho e farofa de quinoa (R$ 44). Para beber, vá no clássico pisco sour (R$ 25). A poucos metros dali, no Posto 11, o Azur leva a assinatura do chef Pedro de Artagão (Irajá Redux e Formidable). Do bar gelado saem iguarias como o polvo à vinagrete (R$ 110). Pratos fartos como a moqueca de camarão (R$ 180), que serve de duas a três pessoas, são boas pedidas. A seleção etílica traz dicas como o dona yara, gim tônica com tangerina e gengibre (R$ 32).

Fora do eixo Copa-Ipanema

Por muito tempo fora do radar dos cariocas, a Praia de São Conrado começa a desfrutar de novos ventos. Quiosques mais recentes — e outros reformulados — têm atraído locais e público de outros bairros.

— Ao contrário do que muita gente pensa, a praia é um oásis e não fica muito cheia. E há, cada vez mais, boas opções no calçadão para tomar um drinque sentado ao ar livre, de frente para o mar — diz a produtora Mariana Salim, moradora e frequentadora da área.

Durante os meses de isolamento em que permaneceu fechado, o Qui Qui mudou de sócios e ganhou nova cara: um lounge de decoração mediterrânea com poltronas e futons, um bar e menu assinado pelo chef Ronaldo Canha (ex-Quadrucci). Entradinhas como os pastéis de bobó de camarão (R$ 38) e pratos como o atum em crosta de pimentas e gergelim, purê de batata doce com maracujá e espaguete de abobrinha (R$ 68) podem ser saboreados com coquetéis como o que leva o nome do lugar, feito com gim, licor de pêssego, suco de laranja, tônica, hibisco, funcho e espuma de açaí (R$ 38).

A faixa mais badalada passa ainda pelo charmoso Barthô, tocado por Deborah Manfroi, pupila do chef José Hugo Celidônio. O ponto, inaugurado logo antes da pandemia, reabriu em julho com petiscos como a espetada de camarão de lula (R$ 20) e drinques como moscow mule com espuma de tangerina (R$ 32). No canto direito, aos pés da Pedra da Gávea e de frente para a Praia do Pepino, o So.Ga reúne surfistas e uma turma jovem e descolada, que se espalha por almofadões e espreguiçadeiras ao som de festas diurnas (para curtir sentado mesmo), como a Domply. Há sempre alguém com um drinque na mão – o gim tônica com hibisco e pepino japonês (R$ 40) é um dos mais pedidos. No cardápio, comidinhas leves como a “bruschettona” de cogumelos (R$ 42).

Chegando à Barra, o Seu Vidal é posto avançado da sanduicheria com matriz em Copacabana. Os sandubas, claro, são o carro-chefe. Prove o de frango trufado com catupiry (R$ 35). Na seara etílica, o drinque que leva chá da casa, cachaça e espuma de limão-siciliano (R$ 22) faz sucesso. Com unidades nas praias da Barra e Grumari e outra no Morro da Urca, a rede Clássico Beach Club, que surgiu voltada para a prática de esportes radicais, ganhou seu quinto ponto no Recreio no início do ano. Dica do cardápio, o bolinho de moqueca de peixe recheado de camarão e catupiry (R$ 42) pode acompanhar as criações do bar de Alex Mesquita, como o mix de vodca, caju, limão-siciliano e rapadura (R$ 38).

Cercada pelo Pão de Açúcar, os jardins de Burle Marx e a arquitetura do centro da cidade, a Baía de Guanabara convida para um almoço demorado ou um brinde ao pôr do sol, observando o sobe e desce dos aviões no Santos Dumont e o vai e vem dos barcos. No Aterro, a churrascaria Assador Rio’s faz bom proveito do trunfo: na aprazível área externa, batizada de Espaço Sunset, o cair da tarde é regado a dose dupla de chope, caipirinha e gim tônica às quintas e sextas (das 17h às 20h) e aos sábados (das 18h às 21h). Na happy hour, vigora o cardápio à la carte, com petiscos como linguiça com provolone e chimichurri (R$ 52). No amplo salão envidraçado, que permite uma visão panorâmica da baía, o rodízio, a R$ 162 (crianças de 6 a 12 anos pagam R$ 78), inclui cerca de 20 cortes. O macio assador steak, continuação do ribeye, é novidade. No lugar do farto bufê de saladas e antepastos, as porções são levadas às mesas e escolhidas por QR code. Tábua de frios e queijos, saladas, farofa de ovos e polenta frita estão entre as opções.

Comer com os olhos é uma expressão que faz todo sentido na Marina da Glória. De frente para os veleiros que compõem o cenário, o espaço se tornou um polo gastronômico, do italiano Bota e o brasileiro Urukum ao Corrientes 348, especializado em cortes de carne argentinos. Novidade mais recente, o Kitchen Asian Food é comandado pelo nipo-carioca Nao Hara (a cargo do sushibar) e o bretão Pierre Landry (responsável pelos pratos quentes que fundem sabores chineses, tailandeses, malaios e indianos). Da primeira ala, uma dica é o tartare de atum com massago (ovas de capelim) e chips de gengibre (R$ 39). O chef francês prepara o camarão thai, salteado com cebola roxa e pimentão colorido, servido com minipanquecas (R$ 49). Da espaçosa varanda de 300 metros quadrados, com pequenos lounges e oliveiras, passeie pela carta de drinques do mixologista uruguaio Fabián Martinez, que explora texturas, aromas e sabores asiáticos. O amaterasu mistura gim infusionado com wasabi, chá verde, calda de flor de sabugueiro, sunomono de maçã verde, shiso e água tônica (R$ 30).

A combinação coquetéis + receitas orientais é também a fórmula de sucesso do Xian – aliada, claro, à varanda panorâmica no topo do Bossa Nova Mall, ao lado do Aeroporto Santos Dumont, que descortina uma vista única para o Pão de Açúcar e o Cristo Redentor. Por lá, o satay de frango, marinado em páprica doce ao molho de amendoim (R$ 26, seis unidades), e o super secret pork ribs (R$ 68), costela de porco marinada no missô com saquê e especiarias, farofa panko e vinagrete de tomate cereja, são boas pedidas além dos sushis. Atrás do balcão, Rod Werner cria combinações para um brinde à altura do cenário, a exemplo do Aperol morreu (R$ 28), que leva vodca, Aperol, espumante, gengibre, bitters e espuma de laranja. Aí é só relaxar e curtir a vista.

Serviço

Arp. Assador Rio’s.Azur.Barthô.Clássico Beach Club Recreio.Kitchen:La Carioca Cevicheria. Marea. Marine Restô.Qui Qui. Samba Social Clube. Seu Vidal.So.Ga.Xian.