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Nova pesquisa pode dar respostas para entendermos qual foi o 1º animal do mundo

Wyllian Torres
·3 minuto de leitura

Compreender a origem e evolução das principais características do reino animal envolve a grande complexidade das ramificações da árvore da vida — sobretudo para entender qual foi a espécie que inaugurou todo o segmento que evoluiu da unicelularidade para multicelularidade complexa. Um novo estudo publicado na revista Nature indica que, ao contrário do se pensava até agora, a esponjas-do-mar não é essa espécie irmã de todos os animais, mas sim a Geleia de Pente.

As esponjas-do-mar, pertencentes ao filo Porifera, animais com uma estrutura corporal simples, eram indicados como a espécie mais possível de ser o grupo irmão de todas as outras linhagens animais — aumentando gradualmente a complexidade das espécies. No entanto, de acordo com análise da disponibilidade de dados genômicos, alguns estudos apontam que são as Geleias de Pentes, do filo Ctenophora, responsáveis por inaugurar esse ramo — estes seres apresentam características muito mais avançadas, como neurônios e células musculares para predação e até um intestino para digestão.

Esponja-do-mar, do filo Porifera (Imagem: Reprodução/Dennis Sabo)
Esponja-do-mar, do filo Porifera (Imagem: Reprodução/Dennis Sabo)

Se isto realmente aconteceu, as Geleias vindo primeiro, significa que boa parte das suas complexas características foram se perdendo para o filo Porifera e apenas posteriormente evoluíram para uma estrutura complexa novamente. "Pode parecer muito improvável que tais características complexas possam evoluir duas vezes, independentemente, mas a evolução nem sempre segue um caminho simples", diz o geneticista Anthony Redmond, da Trinity College Dublin, na Irlanda. Como exemplo, ele explica que pássaros e morcegos são parentes distantes, mas suas asas foram desenvolvidas de maneiras independentes.

Geleia de Pente, do filo Ctenophora (Imagem: Reprodução/Alexander Semenov)
Geleia de Pente, do filo Ctenophora (Imagem: Reprodução/Alexander Semenov)

Alguns modelos genéticos levantados nos últimos anos, ao comparar os genes desses grupos menores, sugerem que as Geleias contêm um sinal filogenético maior, ou seja, esses animais surgiram e evoluíram primeiro. Apesar disso, quando os mesmos dados são aplicados a modelos que não dividem os genes, revelam uma linha de tempo oposta que coloca as Esponjas como pioneiras na existência. Ambas as abordagens possuem limitações e, por isso, é necessário avaliá-las de forma combinada. Com isso, os pesquisadores fizeram uma nova análise com um modelo integrado e descobriram que estavam certos quando acusavam as Esponjas como surgidas primeiro.

"Nossa abordagem preenche a lacuna entre duas metodologias discordantes e fornece fortes evidências de que as Esponjas, e não as Geleias, são nossos parentes animais mais distantes", afirma Redmond. A descoberta indica que nosso último ancestral animal comum era morfologicamente simples e sugere que a evolução através da repetição e eliminação de características complexas como sistema nervoso, é menos provável se as Geleias tivessem surgido primeiro.

Duas árvores evolutivas possíveis com os dois filos (Imagem: Reprodução/Telford e Kapli/The Conversation)
Duas árvores evolutivas possíveis com os dois filos (Imagem: Reprodução/Telford e Kapli/The Conversation)

A equipe responsável pela pesquisa argumenta que os modelos estão mal ajustados aos dados genéticos ou são excessivamente simplistas. Dessa maneira, mudanças evolutivas ao longo dos filos estão passando despercebidas. As observações ainda são muito inconclusivas, por isso mais pesquisas e novos modelos precisam continuar para uma melhor compreensão dessa ramificação da árvore da vida. "Parece que isso vai continuar, com muitos caminhos de pesquisa destacados por este debate ainda a serem explorados", acrescenta o geneticista.

O artigo foi integralmente publicado na Nature Communications.

Fonte: Canaltech

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