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Nova observação da sonda Juno mostra como esta mancha de Júpiter mudou em 1 ano

·2 minuto de leitura

Enquanto a sonda Juno, da NASA, realizava sua 33ª passagem bem próxima às nuvens de Júpiter, o que aconteceu em 15 de abril deste ano, a sonda observou uma mudança intrigante em uma das mais recentes manchas descobertas do planeta, chamada Mancha de Clyde — até então, era uma formação oval próxima à famosa Grande Mancha Vermelha do gigante gasoso. Mas, agora, além de a estrutura ter se deslocado em relação ao ponto de quando foi descoberta, ela também apresenta um novo formato, mais alongado.

Descoberta em 31 de maio de 2020 pelo astrônomo amador Clyde Foster, na África do Sul, a Mancha de Clyde foi confirmada quando, dois dias após sua primeira observação, a sonda Juno se aproximou do planeta. As observações forneceram mais detalhes da nova estrutura de Júpiter e, com isso, os cientistas concluíram se tratar de uma coluna de nuvens expelindo material, bem acima das camadas superiores da atmosfera do planeta. Essa faixa latitudinal do planeta é conhecida por suas poderosas zonas de convenção — não é a toa que é conhecida como Cinturão Temperado do Sul.

Comparação entre os registros deste e do ano passado da Mancha de Clyde (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/SwRI/MSSS/Kevin M. Gill)
Comparação entre os registros deste e do ano passado da Mancha de Clyde (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/SwRI/MSSS/Kevin M. Gill)

A atmosfera de Júpiter possui uma dinâmica muito complexa e é comum que muitas formações pequenas não sejam percebidas por conta do seu tempo curto de duração. No entanto, durante a abordagem da Juno em abril, seu instrumento JunoCam revelou a grande mudança da Mancha de Clyde desde sua descoberta no ano passado.

Agora mais distante da Grande Mancha Vermelha, a mancha apresenta uma estrutura que os cientistas chamam de região filamentar dobrada — duas vezes maior em espessura e três vezes em extensão —, a qual apresenta potencial de durar por um longo período.

Imagem da descoberta da mancha pelo astrônomo amador Clyde Foster (Imagem: Reprodução/Clyde Foster)
Imagem da descoberta da mancha pelo astrônomo amador Clyde Foster (Imagem: Reprodução/Clyde Foster)

A primeira imagem da Mancha de Clyde foi registrada quando a sonda Juno passava a cerca de 45.000 km acima das nuvens de Júpiter, enquanto a segunda, revelando a mudança de seu formato, foi capturada a 27.000 km do topo das nuvens. A sonda Juno foi lançada em 2011 para orbitar e explorar Júpiter e seguirá acompanhando o desenvolvimento da mancha.

Fonte: Canaltech

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