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Nova foto mostra detalhes impressionantes da nebulosa planetária Abell 78

Wyllian Torres
·2 minuto de leitura

Em um trabalho usando o Telescópio Espacial Hubble, da NASA e ESA, e o telescópio Pan-STARRS1, localizado no Havaí, astrônomos capturaram imagens detalhadas da intrigante formação da nebulosa planetária Abell 78.

Localizada a aproximadamente cinco mil anos-luz de distância da Terra, a nebulosa em questão é do tipo planetária — um invólucro de gás e plasma ionizado pela estrela anã branca em seu núcleo. Com cerca de 2,8 anos-luz de diâmetro, a nebulosa reside na constelação de Cygnus, no hemisfério celestial norte.

Seu halo fraco é feito predominantemente feito de hidrogênio, enquanto seu anel elíptico interno é composto por hélio. Segundo a equipe astrônomos envolvida no trabalho do Hubble, após exaurir o combustível nuclear, estrelas com massa entre 0,8 a 8 vezes a do Sol colapsam e dão origem a anãs brancas muito densas. À medida que a estrela morre, ela se desprende de suas camadas mais externas e, por isso, nebulosas planetárias possuem uma nuvem de gás e poeira característica.

Nebulosa Abell 78 localizada a 5.000 anos-luz de distância, na constelação de Cygnus (Imagem: Reprodução/NASA/ESA)
Nebulosa Abell 78 localizada a 5.000 anos-luz de distância, na constelação de Cygnus (Imagem: Reprodução/NASA/ESA)

Este é um fenômeno bastante comum pelo universo e nebulosas planetárias são corriqueiramente registradas por astrofotógrafos. O formato da Abell 78 se deve a atividade da estrela em seu interior. Embora seu núcleo não queime mais hidrogênio e hélio, a estrela continua ejetando material em alta velocidade — esses jatos varrem o material da nebulosa, produzindo os filamentos e a “concha” irregular ao redor da estrela moribunda.

A imagem recém-divulgada é o resultado de uma composição de exposições separadas adquiridas pela Wide Field Camera 3 (WFC3), do Hubble, com a câmera de 1,4 gigapixel do telescópio Pan-STARRS1, que tem 1,8 metros de diâmetro. Ao todo, foram usados quatro filtros para destacar os elementos que compõem a nebulosa planetária, e a cor é uma atribuição das diferentes matizes a cada filtro.

Fonte: Canaltech

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