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Nova foto do James Webb mostra a Nebulosa de Órion com detalhes incríveis

O telescópio espacial James Webb voltou o instrumento NIRCam para a Nebulosa de Órion, capturando imagens espetaculares deste berçário estelar a cerca de 1.300 anos-luz da Terra. Embora este seja um dos objetos mais estudados desde sua descoberta, os astrônomos ainda não desvendaram todos os segredos que ela guarda. Agora, nas novas imagens, a nebulosa aparece com detalhes e nitidez únicos, jamais vistos antes.

Uma das novas fotos da nebulosa destaca uma estrutura conhecida como Orion Bar (“Barra de Órion”, em tradução livre), que se estende do canto superior esquerdo da foto para o canto inferior direito. Na imagem, está o Aglomerado Estelar do Trapézio, formado por estrelas jovens e quentes. A luz ultravioleta vinda delas está desgastando a barra.

Interior da Nebulosa de Órion, observado pelo telescópio James Webb; note a Barra se estendendo na diagonal (Imagem: Reprodução/NASA, ESA, CSA, PDRs4All ERS Team, S. Fuenmayor & O. Berné)
Interior da Nebulosa de Órion, observado pelo telescópio James Webb; note a Barra se estendendo na diagonal (Imagem: Reprodução/NASA, ESA, CSA, PDRs4All ERS Team, S. Fuenmayor & O. Berné)

A estrela mais brilhante na imagem, um pouco abaixo da região central, é a chamada “θ2 Orionis A”. Trata-se de um sistema estelar triplo, que faz parte do Aglomerado do Trapézio. Entre outros objetos, estão glóbulos densos de material com estrelas “bebês” em seu interior, além de uma estrela jovem, cercada por um disco de material sofrendo evaporação pela radiação vinda do Trapézio.

Oliver Berné, astrônomo do Instituto de Astrofísica Espacial na França, conta que as fotos mostram filamentos densos, que talvez formem novas gerações de estrelas no interior da nuvem. “Sistemas estelares já em formação também aparecem”, disse. “Dentro do casulo, as estrelas jovens com discos de gás e poeira, dentro dos quais novos planetas se formam, aparecem na nebulosa”, acrescentou.

Emilie Habart, astrônoma do instituto, destaca que os detalhes de como a matéria interestelar é estruturada nestes ambientes, e como sistemas planetários podem ser formados em um ambiente com tanta radiação, nunca foram vistos. "Estas imagens revelam a herança do meio interestelar nos sistemas planetários", finalizou.

Desvendando a nebulosa com o James Webb

As fotos foram capturadas por meio do programa Photodissociation Regions for All, liderado por uma colaboração de cientistas de mais de 18 países. “Começamos este projeto em 2017, então esperamos mais de cinco anos para conseguir estes dados”, explicou Els Peeters, da Universidade de Western, no Canadá. “Estas novas observações nos permitem entender como as estrelas massivas transformam a nuvem de gás e poeira na qual nascem”, disse.

Comparação de observações da região pelo telescópio Hubble, na luz visível (esquerda) e pelo Webb (direita) (Imagem: Reprodução/Hubble: NASA/STScI/Rice Univ./C.O'Dell et al.; JWST: NASA, ESA, CSA, PDRs4All ERS Team, S. Fuenmayor & O. Berné)
Comparação de observações da região pelo telescópio Hubble, na luz visível (esquerda) e pelo Webb (direita) (Imagem: Reprodução/Hubble: NASA/STScI/Rice Univ./C.O'Dell et al.; JWST: NASA, ESA, CSA, PDRs4All ERS Team, S. Fuenmayor & O. Berné)

Quando nascem, as estrelas jovens e massivas emitem grande quantidade de radiação ultravioleta, que incide na nuvem que as cerca. Com isso, o formato físico da nuvem e sua composição química são alterados — entretanto, é difícil acompanhar o processo, já que as nuvens de gás e poeira bloqueiam a luz. “Como isso funciona exatamente, e como afeta a formação de estrelas e planetas, ainda não é bem compreendido”, observou ela.

É aqui que entram os recursos do telescópio Webb, capazes de revelar processos de difícil observação até então: os comprimentos de onda mais longos da luz infravermelha (aos quais o observatório é sensível) conseguem atravessar a poeira, e permitem observar regiões que seriam invisíveis em comprimentos de onda menores, como o da luz visível.

Fonte: Canaltech

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