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Nova foto do Hubble revela galáxias distantes na luz ultravioleta

Novas fotos feitas pelo telescópio espacial Hubble trazem uma série de galáxias distantes observadas na luz ultravioleta, que chamam a atenção pela variedade das formas: algumas foram fotografadas de frente, e aparecem com formatos ovais ou de espirais; outras, capturadas na lateral, ficaram com aparência fina, lembrando a de um cigarro. Os resultados foram apresentados nesta terça-feira (14), durante uma reunião da American Astronomical Society (AAS).

As fotos fazem parte de um trabalho liderado por Harry Teplitz, cientista do centro de astronomia na Caltech. Junto de Xin Wang, pós-doutorando na instituição, eles usaram o telescópio Hubble para estudar a luz ultravioleta de aproximadamente 140 mil galáxias em diferentes partes do céu, divididas pelo levantamento Cosmic Assembly Near-infrared Deep Extragalactic Legacy Survey (CANDELS).

Região fotografada pelo Hubble, com cerca de 5 mil galáxias a bilhões de anos-luz; a luz ultravioleta e azul visível aparecem em azul (Imagem: Reprodução/NASA/STScI/Harry Teplitz (Caltech/IPAC)
Região fotografada pelo Hubble, com cerca de 5 mil galáxias a bilhões de anos-luz; a luz ultravioleta e azul visível aparecem em azul (Imagem: Reprodução/NASA/STScI/Harry Teplitz (Caltech/IPAC)

Ao longo de 10 dias de uso do telescópio, eles investigaram grande parte dos campos do CANDELS e cobriram uma área equivalente a cerca de 60% do tamanho da Lua cheia. Como resultado, a equipe conseguiu o maior levantamento de galáxias distantes já realizado até hoje, com a diferença de que desta vez o campo de galáxias foi observado na luz ultravioleta. As imagens podem ajudar os astrônomos a entender melhor a época da reionização, parte dos primeiros capítulos da história do universo.

O passado do universo

Após o Big Bang, houve um período de algumas centenas de milhões de anos em que o universo era formado por uma grande neblina opaca, formada por átomos de hidrogênio. Foi durante a reionização que a luz ultravioleta altamente energética, vinda das primeiras estrelas e galáxias, ionizou a neblina de hidrogênio gasoso e separou átomos em elétrons carregados e prótons.

A animação mostra a região conhecida como "Extended Groth Strip", em uma nova foto do Hubble (Imagem: Reprodução/NASA/STScI/Harry Teplitz (Caltech/IPAC)
A animação mostra a região conhecida como "Extended Groth Strip", em uma nova foto do Hubble (Imagem: Reprodução/NASA/STScI/Harry Teplitz (Caltech/IPAC)

“A luz ultravioleta vem das estrelas mais massivas, que são também as mais jovens e quentes, e traz informações únicas sobre a formação estelar em galáxias próximas e distantes”, disse Wang. Depois que a neblina foi “queimada” pelos raios ultravioleta, a luz pôde viajar livremente pelo espaço, encerrando a chamada “Era das Trevas”. Ainda não se sabe exatamente como isso aconteceu, mas os estudos da luz ultravioleta emitida por galáxias distantes e antigas podem ajudar os cientistas a descobrir.

“Não vemos a luz ultravioleta extrema vinda das primeiras galáxias, porque estes fótons são absorvidos antes de nos alcançar”, observou Teplitz. Por isso, os astrônomos trabalham com outras mais próximas. “Observamos galáxias muito parecidas, ou análogas, que não estão tão distantes — 11 bilhões de anos-luz ao invés de mais de 13 — para tentar entender as condições físicas que permitiram que as primeiras galáxias causassem a reionização”, finalizou ele.

Os resultados do levantamento estão disponíveis no site da AAS.

Fonte: Canaltech

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