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Nova espécie antiga de humano é descoberta na região do Levante, na Ásia

·3 minuto de leitura
Nova espécie antiga de humano é descoberta na região do Levante, na Ásia
Nova espécie antiga de humano é descoberta na região do Levante, na Ásia

Um grupo de arqueólogos descobriu fósseis que indicam uma nova espécie humana antiga além das que já conhecemos, como os Neandertais e Homo sapiens.

Os pesquisadores encontraram partes de um crânio e mandíbula que, ao mesmo tempo em que se encaixam na estrutura dos humanos já conhecidos, curiosamente também não fazem parte de nenhum deles. A descoberta foi publicada na Science em dois relatórios (aqui e aqui).

De acordo com o site Science Alert, os cientistas chamaram a nova espécie de “povo Nesher Ramla”, em homenagem ao local de descoberta, na região do Levante em Israel.

Eles acreditam que a espécie seja ancestral das populações de Neandertal da Europa, o que explicaria o mistério de como essas populações possuíam o DNA de Homo Sapiens antes de sua chegada a essas regiões. Além disso, o novo tipo de hominídeo também parece ser um parente antigo das populações Homo arcaicas da Ásia.

“A descoberta de um novo tipo de Homo é de grande importância científica”, disse o antropólogo Israel Hershkovitz, da Universidade de Tel Aviv em Israel, principal autor de um artigo.

“Isso nos permite dar um novo sentido aos fósseis humanos encontrados anteriormente, adicionar outra peça ao quebra-cabeça da evolução humana e compreender as migrações dos humanos no mundo antigo. Mesmo que eles tenham vivido há muito tempo, no final do Pleistoceno Médio (474.000 -130.000 anos atrás), o povo Nesher Ramla pode nos contar uma história fascinante, revelando muito sobre a evolução e o modo de vida de seus descendentes”, acrescentou Hershkovitz.

Os fósseis foram encontrados cerca de 8 metros abaixo do solo e, após análises, o grupo acredita que eles viveram entre 140.000 e 120.000 anos arás. Ainda nos resultados das pesquisas, os dados mostraram semelhanças com várias espécies humanas.

A mandíbula e os dentes pareciam mais com as dos neandertais. Por outro lado, os ossos parietais – crânio – eram mais semelhantes aos do Homo arcaico. Além disso, o crânio não se encaixou com os do Homo Sapiens, já que possuí uma estrutura diferente e sem queixo, e com dentes bem maiores.

Novo tipo antigo de humano é descoberto na região do Levante, na Ásia. Imagem: Universidade de Tel Aviv
Novo tipo antigo de humano é descoberto na região do Levante, na Ásia. Imagem: Universidade de Tel Aviv

A descoberta sugere que o tipo seja uma das últimas populações sobreviventes de Homo do Pleistoceno Médio na região, cerca de 400.000 anos atrás. Depois, com a chegada do H. sapiens, 200.000 anos atrás, os dois tipos de humanos provavelmente compartilharam o Levante por algum tempo – cerca de 100.000 anos.

“Nunca tínhamos imaginado que ao lado de Homo sapiens, o arcaico Homo vagava pela área tão tarde na história humana. Os achados arqueológicos associados a fósseis humanos mostram que Nesher Ramla possuía tecnologias avançadas de produção de ferramentas de pedra e muito provavelmente interagiu com o Homo sapiens local”, disse o arqueólogo Yossi Zaidner, da Universidade Hebraica de Jerusalém, em Israel, autor principal de um segundo artigo sobre a descoberta.

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Os fósseis também apresentaram semelhanças com outros restos de diferentes épocas. Para os pesquisadores, a soma de antigos fósseis, antes incompreendidos, somados a essa nova descoberta podem explicar a migração entre eles, principalmente porque o local de descoberta (Levante) conecta a Ásia, a África e o Mediterrâneo, o que pode ter encurtado a distância para se misturarem.

“Nossas descobertas indicam que os famosos Neandertais da Europa Ocidental são apenas remanescentes de uma população muito maior que viveu aqui no Levante – e não o contrário”, explicou Hershkovitz.

Segundo os pesquisadores, as novas evidências também podem explicar uma população “desaparecida” de Neandertais, que se acasalou com Homo Sapiens há mais de 200.000 anos.

Em todo caso, na opinião dos especialistas, a descoberta mostra, principalmente, “que as interações entre as diferentes espécies humanas no passado eram muito mais complicadas do que imaginávamos anteriormente”.

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