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Nova cepa de vírus traz ameaça de crise alimentar no Reino Unido

Alex Morales, Christopher Jasper, Siddharth Vikram Philip e Lizzy Burden
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O Reino Unido enfrenta a ameaça de insegurança alimentar e corrida às compras antes do Natal com as restrições impostas por países europeus ao comércio e viagens com o objetivo de se protegerem contra o novo avanço do coronavírus. É uma prévia do caos que pode ocorrer nas fronteiras caso não haja um acordo para o Brexit.

Com o temor de uma nova cepa do vírus que se espalhou rapidamente e levou a um rígido lockdown em toda a Inglaterra, no domingo a França suspendeu as viagens com origem no Reino Unido por 48 horas e quer um regime de testes mais rígido antes de suspender a restrição. Alemanha e Itália cancelaram voos vindos do Reino Unido, assim como Espanha e Portugal. A crise renovou a urgência das negociações para um acordo comercial com a União Europeia, que permanece em estágio crítico após as negociações do fim de semana.

No final do domingo, o Porto de Dover interrompeu o transporte de cargas por caminhão para a França, mas permitiu que cargas não acompanhadas continuassem o trajeto. O tráfego para o Reino Unido não é afetado, embora os caminhoneiros geralmente entreguem suprimentos em ambas as direções, e o recente surto pode desencorajá-los de entrar na ilha.

Os problemas expõem as vulnerabilidades comerciais do Reino Unido no momento em que uma odisseia de quatro anos e meio para deixar a UE muda da retórica política para a realidade econômica. Grupos empresariais que podem enfrentar grandes perdas pediram ao governo do primeiro-ministro Boris Johnson para agir rápido. A associação Logistic UK, com 18 mil membros, solicitou testes rápidos de Covid-19 para caminhoneiros que saem do país como a maneira mais eficaz de proteger as cadeias de abastecimento.

‘Pesadelo’

“Este é o pesadelo antes do Natal”, disse James Withers, presidente da associação Scotland Food & Drink.

Withers disse que há mais de 100 caminhões carregados com frutos do mar que devem cruzar a fronteira com a UE, com destino aos mercados atacadistas de Natal na França e na Espanha, que normalmente seriam abertos na quarta-feira. Cresce o temor de que mariscos vivos estraguem se forem retidos na fronteira, e o governo precisa agir hoje para garantir que a carga continue em movimento, disse.

O ministro de Transportes da França, Jean-Baptiste Djebbari, disse que os países europeus trabalham em “um protocolo de saúde sólido” a ser implementado “nas próximas horas”. Os portos de contêineres e terminais de balsas já estavam congestionados por causa do estoque antes do prazo final de 31 de dezembro, marcando uma ruptura com o mercado único europeu.

Mas uma reunião em Bruxelas na segunda-feira de especialistas da UE de resposta à crise terminou sem chegar a uma decisão sobre como proceder em relação às viagens ao Reino Unido, de acordo com uma autoridade do bloco, que falou sob condição de anonimato. Alguns membros do grupo pediram um debate urgente a nível político para resolver a questão.

Cadeias de suprimentos

No Reino Unido, autoridades procuraram minimizar a urgência da situação. Jamie Davies, porta-voz do primeiro-ministro, pediu que os britânicos não estoquem mantimentos e disse que “temos cadeias de suprimentos resilientes e a maioria de nossos alimentos não chega pelo estreito”.

Questionado sobre a vacina, Davies também disse que o Reino Unido já possui “a maior parte do suprimento deste ano” da Pfizer.

O caos na fronteira ocorre no final de um ano em que Johnson quase morreu de Covid e enfrentou fortes críticas por sua resposta à pandemia, que deixou o Reino Unido com um número de mortos atrás apenas da Itália na Europa e o pior resultado do PIB entre as grandes economias.

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©2020 Bloomberg L.P.