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Nova cepa pode prolongar desigualdade em acesso global a vacinas

·3 min de leitura

(Bloomberg) -- A variante ômicron ameaça aumentar uma lacuna já enorme no acesso a imunizantes contra a Covid-19 enquanto cientistas se preparam para a necessidade de reformular vacinas, o que poderia levar a outra corrida de países ricos pelas novas versões.

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A ômicron chega justo quando suprimentos de vacinas destinadas a países de baixa renda começam a aumentar. No início da pandemia, nações ricas garantiram a maior parte das doses iniciais, deixando grande parte do planeta para trás.

Agora, o objetivo é evitar outra corrida desigual. O Reino Unido foi rápido ao encomendar vacinas de RNA mensageiro adaptadas para a ômicron e outras possíveis variantes, caso sejam desenvolvidas, como parte de novos acordos com a Pfizer e a Moderna. O recente registro de um caso da variante nos EUA pode incentivar uma ação semelhante.

“Esta é a grande preocupação, uma repetição do que aconteceu no último ano e meio”, disse Ellen ‘t Hoen, diretora da Medicines Law & Policy, um grupo de pesquisa com sede nos Países Baixos. “Se não for esta variante, então haverá outra.”

Mesmo se as vacinas mantiverem a eficácia, organizações de saúde que buscam proteger regiões vulneráveis estão sob pressão crescente. Cerca de 100 nações não atingiram uma meta da Organização Mundial da Saúde de vacinar 40% da população, e mais da metade corre o risco de não cumprir o objetivo até o fim de 2021. Cientistas estão preocupados com a possibilidade de que a desigualdade no acesso a vacinas e a propagação contínua do coronavírus resultem em cepas mais perigosas que representam um risco para nações ricas e pobres.

“A desigualdade deriva da escassez e, quando há escassez, aqueles com recursos usarão seus recursos para atender às suas necessidades primeiro”, disse Richard Hatchett, chefe da Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias (CEPI, na sigla em inglês). “Portanto, a questão seria (se esta for uma variante realmente perigosa): os países vão correr para garantir suprimentos?”

A CEPI discute a possível implantação de vacinas modificadas com outros parceiros da Covax, o programa global de distribuição de imunizantes, disse. A Covax agora tem uma posição mais vantajosa do que no início da crise, quando ainda estava em formação, e qualquer falta de doses não deve durar tanto desta vez, mas a preocupação “é real”, afirmou.

“Se os dados sugerirem que realmente precisamos introduzir uma vacina para a ômicron, vamos querer agir o mais rápido possível para garantir as doses e reduzir a desigualdade que poderia surgir de outra forma”, destacou.

Por enquanto, há poucas evidências de que a nova variante possa reduzir a proteção fornecida pelas vacinas atuais, e a probabilidade é de que evitará casos graves, disse o cientista-chefe da Organização Mundial da Saúde na quarta-feira. No entanto, o CEO da Moderna, Stephane Bancel, sacudiu os mercados no início da semana quando disse que o número surpreendente de mutações na ômicron sugere que novas vacinas serão necessárias para evitar infecções.

Para a Airfinity, a ômicron pode levar a uma nova corrida por suprimentos limitados, e não haverá doses suficientes produzidas para uma campanha global até o fim de 2022. No melhor cenário, 6 bilhões de doses poderiam ser produzidas até outubro de 2022, estima a empresa de dados com sede em Londres. Mas governos ricos tentarão monopolizar o mercado, disse Shabir Madhi, vacinologista da Universidade de Witwatersrand, que coordenou ensaios com vacinas da AstraZeneca e da Novavax na África do Sul.

“Podemos observar o comportamento de países ricos no passado”, afirmou. “Seria muito surpreendente que tenham desenvolvido algum tipo de consciência social.”

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