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Nova abordagem de pesquisa no fundo do oceano auxilia futuras missões espaciais

Wyllian Torres
·2 minuto de leitura

Atualmente, boa parte da exploração do campo científico depende de um ciclo experimental que leva bastante tempo para entregar algum resultado conclusivo — começando pela coleta de dados, amostras, inúmeras análises e modelagens. Pensando em agilizar o processo, uma equipe de cientistas da Arizona State University (ASU), através do programa Systematic Underwater Biogeochemical Science and Exploration Analog (SUBSEA), explora fontes hidrotermais que sejam análogas aos sistemas de outros mundos — e o que levaria meses em pesquisa é reduzido para algumas horas.

O time de pesquisadores formado por Everett Shock, da Escola de Exploração da Terra e do Espaço da ASU, e o ex-bolsista do pós-doutorado da ASU, Vincent Milesi, trabalhou a bordo do Navio de Exploração Nautilus, da Ocean Exploration Trust (OET), usando o mar profundo da Terra como base de pesquisas voltados para mundos oceânicos pelo universo. A nova abordagem, publicada recentemente na revista Planetary and Space Science, procura mudar este paradigma da exploração espacial.

Fluidos hidrotermicos liberados pelas chaminés na profundeza de oceano, a partir da interação entre a água do mar com rochas quentes (Imagem: Reprodução/Ocean Exploration Trust/Nautilus Live)
Fluidos hidrotermicos liberados pelas chaminés na profundeza de oceano, a partir da interação entre a água do mar com rochas quentes (Imagem: Reprodução/Ocean Exploration Trust/Nautilus Live)

Ao explorarem fontes hidrotermais em alto mar, os pesquisadores da ASU se valem da programação para automatizar inúmeras execuções e processamento de dados — envolvendo cálculos geoquímicos —, capaz de reduzir consideravelmente o tempo de pesquisa. A equipe trabalhou em um campo de ventilação hidrotérmica chamado Sea Cliff, localizado em Gorda Ridge, nordeste do Oceano Pacífico, avaliando a diversidade de composições químicas que seriam capazes de oferecer energia para os microorganismos no local. Se antes os modelos só podiam ser executados quando dados estivessem disponíveis, agora a pesquisa fornece essas informações em tempo.

Tanto no espaço profundo quanto na parte mais funda dos oceanos, ainda não temos tecnologias capazes de nos colocar presencialmente em missões exploratórias. Por isso, pesquisas desenvolvidas no fundo do mar oferecem condições similares às encontradas em outros mundos, sobretudo pela presença de robôs e programas que trabalham em nosso lugar.

De acordo coletados pela missão Cassini, da NASA, cientistas acreditam que a lua de Saturno, Encélado, possua um oceano de escala global com fontes hidrotermicas (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/Southwest Research Institute)
De acordo coletados pela missão Cassini, da NASA, cientistas acreditam que a lua de Saturno, Encélado, possua um oceano de escala global com fontes hidrotermicas (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/Southwest Research Institute)

Esta combinação permite que a equipe do SUBSEA se prepare para missões futuras de exploração especialmente em condições reais aqui na Terra. O programa também tem ajudado a NASA em estudos para entender melhor os mundos oceânicos e também na exploração oceanográfica terrestre.

Fonte: Canaltech

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