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"Nova" é observada com forte brilho repentino na constelação Cassiopeia

Wyllian Torres
·2 minuto de leitura

No último dia 18 deste mês, uma "nova" foi observada na constelação de Cassiopeia, no hemisfério celestial norte, pelo astrônomo amador Yuji Nakamura, no Japão. Novas são caracterizadas pelo grande aumento repentino em seu brilho e, ao contrário de uma supernova, ela continua brilhando após este pico, mas com magnitude bem reduzida. No dia seguinte, a Associação Americana de Observadores de Estrelas Variáveis (AAVSO) confirmou a descoberta da nova N Cas 2021, a primeira neste ano em Cassiopeia.

Na ocasião em que foi descoberta, a nova apresentava uma magnitude de +10 e atualmente ela apresenta um brilho estimado em +7. Na escala de magnitude, quanto menor for o número, maior será o brilho, ou seja, +7 é mais brilhante do que +10. O fenômeno pode ser observado através usando binóculo em direção da constelação Cassiopeia, quase na constelação de Cepheus — em lugares escuros, livres da poluição luminosa, é possível observá-la a olho nu. Provavelmente a nova diminuirá seu brilho gradualmente pelas próximas oito semanas.

Nva N Cas 2021, registrada em 19 deste mês (Imagem: Reprodução/T. Noguchi)
Nva N Cas 2021, registrada em 19 deste mês (Imagem: Reprodução/T. Noguchi)

As conhecidas novas ocorrem, normalmente, quando uma anã branca passa a orbitar uma estrela de sequência principal (que ainda está fundindo hidrogênio em seu núcleo), então começa a atrair o material da estrela para si. O hidrogênio da estrela se concentra em torno da anã branca e, ao se comprimir, inflama em um processo de combustão descontrolado — e é daí que surge o brilho repentino da nova observada.

Concepção artística de uma estrela anã branca atraindo o material de uma estrela de sequência principal (Imagem: Reprodução/NASA/CXC/M. Weiss)
Concepção artística de uma estrela anã branca atraindo o material de uma estrela de sequência principal (Imagem: Reprodução/NASA/CXC/M. Weiss)

Ainda não se sabe ao certo a que distância N Cas 2021 se encontra, mas, conforme a análise da variação de brilho da nova, estima-se que esteja localizada de 30 a 32 mil anos-luz de distância, na borda do Braço de Órion — pequeno braço espiral da Via Láctea na qual se encontram o Sistema Solar e quase todas as estrelas visíveis a olho nu.

A nova faz parte de uma região do hemisfério celestial norte onde a supernova Tycho foi observada pelo astrônomo Tycho Brahe, em 1572 — uma das oito observadas a olho nu em toda história da astronomia.

Fonte: Canaltech

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