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Notícias da semana - As manchetes que repercutiram no Brasil e no mundo

Luciana Pioto
·4 minuto de leitura

O governo de Jair Bolsonaro deu três datas para início da vacinação contra Covid-19 no Brasil. Na melhor das hipóteses, os integrantes do grupo de risco começam a ser imunizados dia 20 de janeiro, de acordo com informações passadas sobre o PNI (Plano Nacional de Imunização).

A previsão foi fornecida pelo ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, na quinta-feira (7), que estipulou dois cenários piores ainda: entre 20 de janeiro a 10 de fevereiro em um segundo momento; ou um início somente em meados de março.

O primeiro prazo, caso ocorra, começará cinco dias antes da data anunciada pelo governador de São Paulo, João Doria, que havia previsto iniciar a imunização no estado dia 25 de janeiro: 467º aniversário da capital paulista.

A respeito da data, a secretaria estadual de Saúde de São Paulo se manifestou dizendo que, caso o PNI de Pazuello não saia do papel até dia 25, o governo paulista “não abre mão” da sua previsão e começará dia 25.

Governo anuncia compra de 100 milhões de doses da CoronaVac

Ainda na quinta, o ministro revelou um contrato com o Instituto Butantan para compra de 100 milhões de doses da CoronaVac, vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac Biotech e pivô de uma disputa política entre Bolsonaro e João Doria mirando 2022.

Serão entregues 46 milhões até abril e outras 54 milhões de doses até o fim do ano. De acordo com Pazuello, o valor da dose é de pouco mais de US$ 10. O Ministério da Saúde disse, no sábado (9), que comprará toda a produção de vacinas do Butantan contra Covid.

Pazuello afirma que o Brasil já tem 354 milhões de doses de uma vacina contra o novo coronavírus garantidas para 2021, sendo 254 milhões frutos da parceria da AstraZeneca/Oxford com a Fiocruz e outras 100 milhões da CoronaVac.

Doria se emociona durante anúncio da eficácia da CoronaVac

No anúncio de eficácia de 78% da vacina do Butantan, Doria se emocionou e disse que considera um "dia histórico" e "dia pela vida". Ele cobrou “imparcialidade” da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) na avaliação pelo uso emergencial da CoronaVac, protocolado na sexta-feira (8).

Um vídeo divulgado pelo Butantan na quinta mostrou os bastidores do momento em que os diretores receberam a notícia da eficácia do imunizante. Os dados foram revisados na Áustria pelo Comitê Internacional Independente, que acompanha os ensaios realizados em 8 estados do país.

Neste sábado (9), a Anvisa enviou ofício ao Butantan pedindo a apresentação de informações complementares, após concluir triagem inicial de documentação. Já os dados apresentados pela Fiocruz, para autorização de uso emergencial da vacina da AstraZeneca-Oxford, foram aprovados pela Anvisa.

Homem negro é morto a tiros na Cidade de Deus, e moradores culpam PM

No Rio de Janeiro, o marmoreiro Marcelo Guimarães, um homem negro de 38 anos, foi assassinado com um tiro quando passava sob um viaduto na Linha Amarela, na Cidade de Deus, na segunda-feira (4). Ele voltava de moto para casa após deixar o filho de 5 anos em sua primeira aula na escolinha de futebol.

Moradores e testemunhas acusam policiais militares que estavam em um Caveirão de efetuar o único disparo que matou o marmorista. Nas redes sociais, um PM do 18º BPM (Batalhão de Polícia Militar), de Jacarepaguá, postou uma ameaça após as acusações. “Já estou com dois Caveirões e trinta e oito policiais na base, Se sair para fazer gracinha, vão se machucar!”, escreveu o PM.

Durante o sepultamento, que contou com a presença de aproximadamente cem pessoas, parentes e amigos carregavam cartazes em protesto contra a morte de Marcelo. Em nota, a PM apresentou uma versão de que informou a vítima foi atingida durante um confronto com criminosos, na Avenida Edgard Werneck, em Jacarepaguá.

Apoiadores de Trump invadem e sitiam Capitólio contra vitória de Biden

A eleição presidencial dos Estados Unidos segue com suas repercussões atravessando 2021. Derrotado por Joe Biden, o presidente Donald Trump incitou seus apoiadores a invadir e sitiar o Capitólio, em Washington, durante a cerimônia na qual o Congresso reconheceria a vitória do democrata no Colégio Eleitoral.

Ao todo, cinco pessoas morreram — entre extremistas e policiais — e mais de 50 foram, e seguem, sendo presas. Autoridades de todo o mundo repudiaram e lamentaram o episódio, classificando como “tentativa de golpe” em um dos dias mais tristes para a democracia dos EUA.

O presidente Jair Bolsonaro se pronunciou dizendo que, se as eleições de 2022 forem em urnas eletrônicas, “vamos ter um problema pior que os Estados Unidos”.

Brasil chega aos 200 mil mortos pela Covid-19

O Brasil atingiu a triste marca de 200 mil mortes em decorrência do novo coronavírus. Na quinta-feira (7), o país registrou o total de 200.498 mil óbitos e 7.961.673 de infecções pela Covid-19, de acordo com o painel atualizado pelo Conass (Conselho Nacional dos Secretários de Saúde).

O Yahoo apresenta uma seleção de 200 frases de Bolsonaro desprezando e minimizando a pandemia, desde janeiro de 2020 agora.