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Notícias da Semana - 5 fatos que marcaram 2020

Luciana Pioto
·4 minuto de leitura

2020 está chegando ao fim. Em um momento tão conturbado e atípico, o Yahoo! selecionou cinco fatos marcaram o ano para relembrá-los no “Notícias da Semana”.

PANDEMIA DE COVID-19

Mais de 100 anos depois da Gripe Espanhola, outra pandemia voltou a assolar o mundo, contagiar centenas de milhões e levar outros tantos milhões a morte. Nem a Antártida, o continente gelado, escapou do contágio.

Com origem na China ainda no final de 2019, o novo coronavírus (Sars-CoV-2) impôs à humanidade novas regras de convivência como a prática do distanciamento social, uso de máscaras e higienização constante das mãos e superfícies.

O confinamento também mudou as formas tradicionais de trabalho diante da quarentena, com o home office sendo a alternativa mais viável diante das campanhas do “Fique em Casa”. Há, contudo, aqueles que não puderam manter-se em casa e se viram obrigado à exposição ao vírus.

Na economia, a decretação de lockdowns, imposição do cumprimento de práticas sanitárias e fechamento de setores do comércio e serviços mergulhou o mundo em uma grave recessão e exigiu colaboração entre os governos e entidades globais para salvar vidas.

Ainda sem um final definido, mas com uma luz no fim do túnel vinda da produção de vacinas, a Covid-19 ditou o tom de 2020 — e, muito provavelmente, seguirá ditando em 2021.

A CORRIDA PELA VACINA

O fechamento de 2020 deixa, no entanto, uma questão em aberto: quando teremos a humanidade imunizada contra a Covid-19?

Na tentativa de respondê-la, pesquisadores, cientistas e integrantes da indústria farmacêutica trabalharam — e ainda trabalham — para a realização de testes e desenvolvimento do maior número possível de vacinas contra o novo coronavírus.

Em alguns países, a imunização já é realidade. Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Chile e diversos países da União Europeia já começaram suas campanhas pelas pessoas que integram os grupos de risco da doença e profissionais de Saúde, que estão na linha de frente do combate.

No Brasil, o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) capitalizou politicamente a corrida pela vacina e preferiu, até o momento, apostar em medidas sem eficácia científica contra Covid-19, como o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina.

O Ministério da Saúde, sob o comando do general Eduardo Pazuello — o terceiro chefe à frente da pasta somente neste ano —, divulgou um esboço do que promete ser o PNI (Plano Nacional de Imunização) e ainda não definiu de uma vez por todas o início da vacinação no país.

ELEIÇÕES 2020 NO BRASIL

Em meio ao caos da pandemia, o Brasil se viu diante das eleições mais desafiadoras da perspectiva logística do pleito para escolha de prefeitos e vereadores. Como mobilizar e conscientizar uma massa eleitoral ao mesmo tempo em que um vírus respiratório segue solto e contaminando?

A determinação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) foi, de imediato, adiar a data das eleições e se debruçar à procura de soluções.

Rigorosamente realizados em outubro, o primeiro e segundo turnos foram passados para a segunda quinzena do mês de novembro. O custo foi uma redução no período da campanha eleitoral, que precisou obedecer novas regras sanitárias e contra a promoção de aglomerações.

Nas urnas, o resultado sinalizou um fortalecimento do espectro da centro-direita no Brasil em oposição a guinada à direita conservadora ocorrida em 2018, e que levou ao poder Bolsonaro e seus aliados nas Câmaras estaduais e federais.

ELEIÇÕES NOS ESTADOS UNIDOS

Nos EUA, as eleições presidenciais para escolha entre o atual presidente Donald Trump (Republicano), então candidato à reeleição, e o agora presidente eleito Joe Biden (Democrata) passaram longe da calmaria e da organização.

Por lá, o pleito foi marcado pela disseminação de notícias falsas durante a longa campanha, começando inclusive durante as prévias. Após o 3 de novembro, brotaram acusações infundadas de supostas fraudes eleitorais e que renderam diversos processos judiciais pela campanha do republicano, todos derrubados e negados posteriormente.

Trump, que inicialmente dava sinais de que não aceitaria deixar a Casa Branca, agora já deu o aval para a transição para o governo Biden, com posse marcada para 20 de janeiro. Nas redes sociais, o ainda mandatário dos EUA segue publicando bravatas acusatórias de fraudes, sem no entanto prová-las.

E pela primeira vez, os Estados Unidos terão uma vice mulher e negra, com Kamala Harris no poder.

PROTESTOS CONTRA O RACISMO AO REDOR DO MUNDO

2020 foi marcado, do início ao fim, por um crescimento dos protestos em combate ao racismo.

Diante dos mais emblemáticos casos como de George Floyd — morto sufocado por um policial branco ajoelhado sob seu peito, em Minneapolis — e de João Alberto Freitas — espancado até a morte por dois seguranças brancos do Carrefour, em Porto Alegre — aos casos cotidianos de violência e assassinatos de homens, mulheres e crianças negras no Brasil e no restante do mundo, a resposta foi uma só: BASTA!

Em especial nos Estados Unidos, marchas e passaetas eclodiram e fortaleceram o lema BLM - Black Lives Matter, ou Vidas Negras Importam.