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Nota de R$ 200 estreia em escândalos de corrupção um mês após lançamento

Redação Notícias
·3 minutos de leitura

Lançada há pouco mais de um mês, a nota de R$ 200 teve sua “estreia” em casos de corrupção com a operação da Polícia Federal que flagrou o vice-líder do governo Bolsonaro no Senado, senador Chico Rodrigues (DEM-RR), com dinheiro na cueca.

Entre as notas apreendidas na quarta-feira (14) pelos policiais federais estavam algumas cédulas de R$ 200, inclusive, as que foram achadas escondidas por entre as nádegas do senador. Após a repercussão do caso, Chico Rodrigues oficializou a saída da função de vice-líder de Jair Bolsonaro no Senado.

Antes do lançamento, ocorrido oficialmente no dia 2 de setembro, foi alardeado o temor de que, pelo alto valor, a nova nota pudesse favorecer a prática de atividades ilícitas, como corrupção, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, ocultação e evasão de divisas.

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Os investigadores que cumpriam busca e apreensão contra o senador, em sua residência em Roraima, encontraram notas de dinheiro que totalizaram cerca de R$ 30 mil escondidas em seu corpo. Parte das notas de dinheiro estaria dentro do seu ânus e entre suas nádegas. A PF registrou em fotos e vídeos o momento dessa apreensão.

Além disso, os investigadores encontraram outros R$ 10 mil em sua residência.

O senador de Roraima afirmou estar tranquilo após a operação pois possui “um passado limpo e vida decente”. Disse ainda que confia na Justiça e prometeu provar que não tem envolvimentos com os atos ilícitos.

“Tenho um passado limpo e uma vida decente. Nunca me envolvi em escândalos de nenhum porte. Se houve processos contra minha pessoa no passado, foram provados na justiça que sou inocente. Na vida pública é assim, e, ao logo dos meus 30 anos dentro da política, conheci muita gente mal intencionada com o intuito de macular minha imagem, ainda mais em um período eleitoral conturbado, como está sendo o pleito em nossa capital”, declarou em nota.

‘MOTIVO DE ORGULHO’, DIZ BOLSONARO SOBRE OPERAÇÃO

Questionado nesta quinta-feira (15) sobre a operação, o presidente afirmou que a ação da Polícia Federal “é um fator de orgulho” para o governo. Segundo ele, o episódio não tem relação com o seu governo e é prova de que não há proteção para ninguém. O presidente já disse ter quase uma união estável com o senador.

“Lamento o desvio de recurso, seria bom que não houvesse, porque, afinal de contas, quando você desvia dinheiro da saúde, inocentes morrem, então a operação de ontem é fator de orgulho para o meu governo”, disse a apoiadores no Palácio da Alvorada.

O presidente negou que o episódio tenha relação com o seu governo, que seria composto apenas pelos ministros, presidentes de estatais e dos bancos públicos e voltou a afirmar que, em dois anos, não houve casos de corrupção.

“Alguns acham que toda a corrupção tem a ver com o governo. Não. Nós destinamos dezenas de bilhões de reais para estados e municípios, tem as emendas parlamentares também, e, de vez em quanto, não é muito raro, a pessoa faz uma mal vereação desse recurso. Agora, a CGU tá de olho, a nossa polícia federal tá de olho”, defendeu.

“Se um vereador faz algo de erra, eu não tenho nada a ver com isso. Ou melhor, eu tenho para ir para cima dele, com a Polícia Federal se for o caso, com o apoio da CGU, é isso que nós fazemos”, disse.