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Nossos seguros podem ficar mais baratos; conheça o open insurance

·4 minuto de leitura

Já pensou pagar menos nos seguros de vida, saúde, carro etc usando apenas o bom tratamento de dados dos clientes? Pois é essa a proposta por trás do open insurance, um novo conceito muito parecido com o open banking. Ambos baseiam-se na ideia de simplificar o compartilhamento de dados entre diferentes empresas e instituições, dando ao cliente o poder de transportar suas informações pessoais e, com isso, de obter benefícios.

Na prática, é assim: sabe quando você cria uma conta em um banco e precisa preencher todos os seus dados pessoais do zero? No open banking — que terminará sua implementação em dezembro — será mais simples: você só precisa autorizar uma troca de informações entre o seu banco anterior e o atual.

Pronto: o novo banco passará a ter seus dados pessoais e histórico de produtos contratados, como previdências privadas, títulos e coisas assim. Isso ajuda a instituição financeira a entender seu perfil e propor contratos e produtos mais baratos e vantajosos. Claro, a intenção disso é convencê-lo a ser cliente deles.

Pois o open insurance funciona parecido, mas com seguros. Tanto o primeiro quanto o segundo fazem parte do movimento open finance, que pretende criar um ecossistema de compartilhamento de dados de forma segura e transparente. Para isso, as empresas usam uma API (interface de programação de aplicações), um tipo de "ponte" entre duas plataformas digitais diferentes.

Imagem: Reprodução/twenty20photos (Envato)
Imagem: Reprodução/twenty20photos (Envato)

No open insurance, os produtos, serviços, informações e funcionalidades de uma seguradora ficam disponíveis para as demais e vice-versa. "Isso acontece porque elas obedecem ao princípio da reciprocidade, que diz que só é possível ter acesso aos dados se você também os fornecer, e o que possibilita isso é o fato de as APIs serem abertas", explica Marcelo Feltrin, diretor de desenvolvimento de empresa de software Opus.

Vantagens e desvantagens do open insurance

Segundo Feltrin, seriam:

  • Agregação de serviços ligados ao open finance;

  • Facilitar a contratação e cotação de serviços de seguro ou de investimento;

  • Portabilidade de dados;

  • Comunicação mais ágil no aviso de sinistro.

Um exemplo prático: o open insurance permite que uma seguradora sugira a você fazer um seguro de apenas parte do valor de sua casa, mais barato que um seguro completo. Já em uma viagem, você pode adotar duas seguradoras para cobrir sua viagem, com uma cobrindo a vida e a saúde do turista, e outra cuidando das bagagens.

Por outro lado, a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) apontou, em reportagem do UOL, algumas questões com o modelo:

  • Prazos: Segundo o atual cronograma, ele deve ser completamente implementado até o ano que vem, e o prazo vem sendo considerado curto demais, ainda mais por causa da pandemia de COVID;

  • Veteranas x novatas: As seguradoras mais tradicionais não querem que as empresas novatas participem do open insurance. Essas novatas estão em uma fase de experimentação sob supervisão da Susep por 36 meses. A CNseg quer que essas empresas só tenham acesso aos dados do open insurance depois que passarem nesse teste;

  • Iniciadores de serviços: Um novo grupo de empresas chamado iniciadores de serviços, que prestam serviços auxiliares do mercado, como apps de comparação de preços, está previsto para participar do open insurance. As grandes seguradoras também não querem trabalhar com elas porque não são reguladas pela Susep, e com isso poderão sair impunes se utilizarem os dados de open insurance de forma errada.

O Banco Central e a Susep (Superintendência de Seguros Privados) ainda estão trabalhando nas regras de segurança e operação de APIs de open insurance. Algumas coisas a serem definidas ainda são as regras de desenvolvimento das plataformas, além dos padrões da gestão de consentimento dos dados.

Pilares do open insurance

  • Inovação aberta: o modelo leva diferentes empresas e organizações a pensarem juntas em soluções inéditas e segmentadas de mercado;

  • Experiências digitais: usuários de bancos digitais e fintechs costumam falar bem do atendimento ao cliente e da velocidade e eficiência da empresa para oferecer vantagens, usando bastante análise de dados. Esse cenário também deve acontecer no open insurance;

  • Novos modelos de negócios: a tendência é tornar produtos das seguradoras mais baratos e de acordo com as necessidades de cada cliente, criando assim um cenário ganha-ganha.

Quando começa o open insurance?

A implementação está dividida em três fases:

  • Fase 1: dados abertos de seguros (15/12/2021)

  • Fase 2: compartilhamento de dados pessoais (01/09/2022)

  • Fase 3: efetivação de serviços (01/12/2022)

Em resumo, os nossos dados começarão a ser trocados entre empresas a partir de setembro do ano que vem, e três meses depois a contratação de serviços open insurance começar a acontecer.

Em acordo à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), o cliente poderá escolher com quais seguradoras deseja compartilhar seus dados e também revogar este consentimento a qualquer momento.

Fonte: Canaltech

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