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Nosso planeta recebe mais de 5 mil toneladas de micrometeoritos por ano

Wyllian Torres
·2 minuto de leitura

Já parou para pensar na quantidade de meteoros que cruzam os céus ao longo de um ano? Ou melhor, já se perguntou a quantidade de meteoritos — o que sobra da queima do meteoro na atmosfera — que chegam ao solo terrestre? Pois um novo estudo publicado no dia 15 de abril deste ano, no periódico científico Earth & Planetary Science Letters, estima que, por ano, a Terra recebe mais de 5 mil toneladas de “poeiras” vindas do espaço.

Os resultados são de uma pesquisa desenvolvida durante quase duas décadas por um grupo internacional de cientistas de instituições como Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS), Université Paris-Saclay e o Museu Nacional de História Natural, dos EUA, com o apoio do French Polar Institute. Embora os meteoritos que chegam à superfície da Terra, em sua maioria, tenham tamanhos estimados entre décimos a centésimos de milímetros, ao fim de um ano podem resultar num total de 5,2 mil toneladas de material.

Micrometeorito coletado pela equipe, observado através da micrografia eletrônica (Imagem: Reprodução/Cécile Engrand/Jean Duprat)
Micrometeorito coletado pela equipe, observado através da micrografia eletrônica (Imagem: Reprodução/Cécile Engrand/Jean Duprat)

Para realizar este levantamento, a equipe realizou seis expedições para o coração da Antártica ao longo das últimas duas décadas, com o objetivo de coletar e analisar meteoritos. Liderados pelo pesquisador Jean Duprat, da CNRS, os pesquisadores escolheram a estação Dome C, localizada a 1.100 km da costa de Adélie Land — um local com baixa taxa de acúmulo de neve e praticamente livre de poeira da própria Terra. Ao coletarem partículas de fora do planeta, com tamanhos que variam entre 30 a 200 micrômetros, os cientistas conseguiram medir o fluxo anual correspondente ao material acumulado por metro quadrado.

Quando esta estimativa é aplicada para todo o planeta, chega-se ao total de 5.200 toneladas de poeira extraterrestre ao ano — bem maior do que o fluxo proporcionado por objetos maiores. Comparando este resultado com as previsões teóricas sobre as origens destes micrometeoritos, a equipe confirmou que cerca de 80% vem de cometas, enquanto o restante de asteroides.

Coleta de micrometeoritos nas regiões centrais da Antártica, em 2002 (Imagem: Reprodução/Jean Duprat/Cécile Engrand/CNRS)
Coleta de micrometeoritos nas regiões centrais da Antártica, em 2002 (Imagem: Reprodução/Jean Duprat/Cécile Engrand/CNRS)

Este novo dado é fundamental para entendermos o papel desse fluxo vindo de fora do planeta — que pode ter fornecido água e moléculas de carbono no passado da Terra.

Fonte: Canaltech

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