Nos mercados da Ásia, destaque foi bolsa da Austrália

Os mercados asiáticos fecharam em direções divergentes, com destaque para a Austrália, que terminou o pregão no maior nível em 20 meses. O índice S&P/ASX 200, da Bolsa de Sydney, avançou 0,4%, para 4.756,60, fechando o pregão na máxima depois que dados sobre o mercado de trabalho no país ficaram um pouco abaixo do esperado, alimentando esperanças de que o Banco da Reserva da Austrália pode cortar as taxas de juros novamente. As mineradoras recuaram por causa da queda, observada ontem, de 4,9% nos preços de minério de ferro. A Rio Tinto caiu 1,5% e a Fortescue Metals perdeu 4,2%.

As ações na Bolsa de Manila, nas Filipinas, também fecharam em alta, com os investidores aproveitando os preços mais baixos definidos depois de um recuo de dois dias. Com alto volume de operações, o índice PSEi avançou 0,4%, para 6.072,18 pontos. Segundo Graça Cerdena, chefe de operações da 2TradeAsia.com, o mercado está sendo impulsionado pelo excesso de liquidez e pelas expectativas de aumento de investimentos do governo e das empresas.

A maior parte dos mercados acionários da Ásia, no entanto, terminou o pregão em baixa, enquanto os investidores esperam por resultados sobre o crescimento da economia da China no quarto trimestre de 2012. Na sexta-feira (18), a China divulgará a taxa de crescimento do PIB entre os meses de outubro e dezembro, o que poderá mostrar se a expansão econômica do país está de volta nos trilhos. Segundo 17 economistas entrevistados pela Dow Jones, o PIB do país no quarto trimestre deve crescer 7,8% ante o mesmo período de 2011 e avançar 7,4% em relação ao terceiro trimestre.

Na China, os investidores aproveitaram a sessão para vender papeis um dia antes da divulgação dos dados econômicos do país. O índice Xangai Composto recuou 1,1%, para 2.284,91 pontos, e o índice Shenzhen Composto caiu 0,9%, para 921,70 pontos. A realização de lucros continuou durante a sessão de hoje, o que, segundo analistas, pode indicar uma consolidação de preços no médio prazo.

A Bolsa de Hong Kong fechou em leve queda, uma vez que os ganhos das ações das incorporadoras locais equilibraram os ganhos de empresas chinesas. Com alto volume de operações, o índice Hang Seng recuou 0,4%, para 23.339,76 pontos. Várias incorporadoras, incluindo a Cheung Kong, a Sun Hung Kai Properties e Now World Development atingiram o maior nível em 52 semanas nesta quinta-feira, aumentado os ganhos obtidos na quarta-feira (16). Nesse dia, o chefe do Executivo em Hong Kong anunciou a continuidade das medidas de estímulo ao setor imobiliário. A Cheung Kong subiu 1,0% e a Sun Hung Kai Properties avançou 0,8%. Por outro lado, as empresas da China continental puxaram as ações para baixo. A China Resources Land recuou 1,7% e a Evergrande fechou em queda de 7,1%.

O índice Taiwan Weighted da Bolsa de Taipé, em Taiwan, terminou o pregão em queda de 1,1%, a 7.616,64 pontos, depois de atingir uma máxima de 7.774,97 pontos durante a sessão. As grandes empresas de tecnologia apresentaram perdas, uma vez que os investidores ainda estão céticos quanto aos desempenhos das empresas de tecnologia no primeiro trimestres. A TSMC atingiu leve alta de 0,1%, a Hon Hai caiu 0,1% e a HTC recuou 3,3%.

Na Coreia do Sul, o índice Kospi caiu 0,2%, para 1.974,27 pontos por causa das vendas de ações dos investidores estrangeiros, estendendo ainda mais a séria de seis sessões consecutivas de vendas. Os investidores parecem estar mais dispostos a realizar lucros em ações de empresas que tiveram altas acentuadas recentemente, como a Samsung Electronics, disseram especialistas. Nesta quinta-feira a Samsung recuou 1,5%. Entre outros nomes de tecnologia, a LG Display mostra uma forte recuperação, subindo 3,5% depois de uma queda causada por notícias de que a Apple reduzirá sua demanda por telas. As informações são da Dow Jones.

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