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Nos manteremos fora da discussão política, diz presidente da Anvisa

Raphael Di Cunto
·3 minuto de leitura

Agência informou que nenhum dos quatro laboratórios que desenvolvem vacinas contra a covid-19 pediu registro para aplicação na população apenas para testes O diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres, afirmou nesta quarta-feira que nenhum dos quatro laboratórios que desenvolvem vacinas contra a covid-19 no Brasil pediu ainda o registro para aplicação delas na população e prometeu que a agência não atuará politicamente na decisão de liberá-las ou não. “Nos manteremos fora da discussão política, fora de qualquer outra discussão que não seja o norte técnico, científico, para que possamos entregar uma vacinação para o país”, disse Torres. A Anvisa já autorizou todos os quatro laboratórios que pediram para fazer testes de desenvolvimento de vacinas no Brasil e esse processo não sofre nenhuma influência externa, reiterou. Após reunião com Doria, diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra, reiterou decisão técnica Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil A fala ocorreu após reunião dele com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que entrou num embate com o presidente Jair Bolsonaro em torno da vacina. O Instituto Butantan, ligado ao governo paulista, assinou protocolo de intenções para vender ao Ministério da Saúde uma vacina produzida em parceria com o laboratório chinês Sinovac, mas Bolsonaro desautorizou essa negociação e disse que não comprará nenhuma vacina chinesa. A diretora de medicamentos da Anvisa, Alessandra Bastos, disse que a agência atua de forma imparcial, independentemente do país de origem da vacina ou remédio, para verificar se ele é produzido dentro dos critérios legais e se tem eficácia ou segurança. “Nosso critério não é de onde vem, é se há qualidade. [...] É o Ministério da Saúde que decide de quem comprar ou o que comprar [de vacina para distribuir à população brasileira]”, disse. Torres afirmou que a Anvisa está dando prioridade aos temas que tratam da covid-19, mas não quis estabelecer uma data para a aprovação do registro de alguma das vacinas e disse que sequer há o pedido de registro protocolado porque todas estão em fase de testes. “Não há nenhuma data pré-definida para a conclusão dos estudos ou fornecimento de registro a qualquer uma das quatro vacinas em análise neste momento na agência”, disse. Doria disse que o encontro com Torres foi de cortesia e republicano, mas sem tratar de aspectos técnicos sobre a vacina. “A Anvisa é exemplo positivo no Brasil de agência regulatória independente, com autonomia e proteção aos princípios da ciência, da saúde e da medicina”, afirmou o tucano. Ele disse que torce para que a vacina do Butantan e todas as outras, como a da Fiocruz, tenham sucesso, o que garantiria uma vacinação mais rápida da população e retomada mais rápida das atividades e da normalidade. O governador paulista voltou a elogiar o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que, na sua visão, saiu fortalecido da recente crise com o presidente Jair Bolsonaro. Ele destacou ainda que, no dia anterior ao anúncio da compra para os governadores, o Ministério da Saúde enviou ofício ao Butantan para informar a intenção de adquirir a vacina caso ela se mostre eficaz.