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Noruega desassocia seu salmão do surto do vírus em Pequim

Funcionário de saúde segura cartazes de assisência para moradores nos arredores do mercado de Xinfadi, em Pequim, ou pessoas que o visitaram recentemente

A Noruega afirmou nesta quarta-feira (17) que seu salmão não foi a causa do segundo surto de COVID-19 ocorrido nestes últimos dias em Pequim, onde a venda do emblemático peixe norueguês parou imediatamente.

"O caso está sendo resolvido", declarou o ministro da Pesca, Odd Emil Ingebrigtsen, citado pela agência TDN Finans.

"No momento, estamos trabalhando nos detalhes, e posso confirmar que o caso parece resolvido", completou.

Autoridades chinesas e norueguesas se reuniram na terça-feira e concluíram que o salmão norueguês não parecia ser a causa do vírus detectado na semana passada no mercado atacadista de Xinfadi na capital chinesa, informou a mídia da Noruega.

Pelo menos 137 pessoas foram infectadas desde a semana passada em Pequim, um novo surto de infecções que levou ao fechamento de vários bairros e ao cancelamento de mais de mil voos.

A imprensa oficial informou que o vírus havia sido detectado no mercado de Xinfadi nas tábuas usadas para cortar o salmão importado.

Grandes redes de supermercado, como Walmart e Carrefour, eliminaram o salmão de suas lojas. O Centro de Produtos do Mar da Noruega, órgão encarregado de promover as vendas da pesca norueguesa, informou a anulação de vários pedidos.

Procurada pela AFP, a embaixada da China em Oslo não fez comentários até o momento.

Considerada um mercado muito promissor pelo setor, a China consumiu cerca de 23.500 toneladas de salmão norueguês no ano passado, de um volume total de 1,1 milhão de toneladas exportadas.