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Noruega é o primeiro país do mundo a superar 50% de carros elétricos vendidos

Pierre-Henry DESHAYES
·2 minuto de leitura
A Noruega se tornou em 2020 o primeiro país do mundo em que os carros elétricos representaram mais de 50% dos novos emplacamentos em 12 meses

A Noruega se tornou em 2020 o primeiro país do mundo em que os carros elétricos representaram mais de 50% dos novos emplacamentos em 12 meses, de acordo com dados publicados nesta terça-feira.

O Conselho de Informação do Tráfego Rodoviário (OFV) informou que os veículos elétricos tiveram uma cota de mercado de 54,3% no ano passado, contra 42,4% em 2019.

As vendas de carros elétricos de dezembro estabeleceram um novo recorde mensal, a 66,7%, estimuladas pelo lançamento de novos modelos, segundo o OFV.

Os quatro novos modelos mais vendidos no país (Audi e-tron, Tesla Model 3, Volkswagen ID.3 e Nissan Leaf) são alimentados por energia elétrica.

O quinto, o Golf da Volkswagen, tem uma versão recarregável, mas as estatísticas não diferenciam entre os tipos de motores.

"É uma tendência muito positiva", declarou Christina Bu, secretária-geral da Associação Norueguesa de Veículos Elétricos, que promove a premissa "zero emissões".

"Estamos bem encaminhados para alcançar os objetivos de 2025", acrescentou. A Noruega, que é paradoxalmente o maior produtor de combustíveis da Europa ocidental, tem a ambição de que todos os seus carros novos sejam "zero emissões" a partir desse ano.

Para alcançar seu objetivo, o país nórdico aplica uma política fiscal extremamente vantajosa, embora tenha começado a cortar alguns dos privilégios concedidos aos carros elétricos, como a gratuidade dos pedágios urbanos ou a possibilidade de usar os corredores de transporte coletivo.

Ao contrário dos automóveis a diesel ou gasolina, que estão sujeitos a impostos muito altos, os carros recarregáveis estão isentos de praticamente qualquer tipo de imposto, o que os torna mais disputados no momento da compra.

Energia fóssil e energia elétrica

Os veículos híbridos, que combinam energia fóssil e energia elétrica, também aumentaram sua venda em 2020, com uma participação no mercado de 29,1% contra 25,9% em 2019.

Apesar deste desempenho incomparável, a Associação Norueguesa de Veículos Elétricos afirma que no ano passado esperava que a eletricidade respondesse por quase 60% do mercado. "Teríamos conseguido se não fosse o coronavírus", disse Christina Bu, "mas o vírus atrasou vários lançamentos".

Para este ano, a associação afirma contar com uma participação de mercado de 65%. "Pela primeira vez, espera-se que o número de lançamentos de modelos elétricos (que pode ser cerca de 40), supere o de outros veículos, incluindo os híbridos recarregáveis", destacou Bu.

No entanto, embora avance em níveis recorde, a eletrificação do automobilismo norueguês continua muito progressiva. No final de 2019, 9% dos veículos do país funcionavam com eletricidade.

Por outro lado, as vantagens concedidas à compra de veículos elétricos também têm um custo para o Estado. Segundo o ministério da Fazenda da Noruega, no ano passado a perda da receita tributária foi de quase 20 bilhões de coroas (cerca de 2,33 bilhões de dólares).

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