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Por que estas empresas estão boicotando a plataforma de anúncios do Facebook

Mark Zuckerberg, fundador do Facebook. Rede social está sob o alvo de grupos civis (Foto: Sven Hoppe/picture alliance via Getty Images)

A rede social Facebook vive dias de pressão não apenas de organizações da sociedade civil, mas também de marcas e empresas, por conta de problemas relacionados à disseminação de conteúdo de ódio e de violência na plataforma. Nos últimos dias, grandes empresas de vestuário, como a North Face e a Patagonia, anunciaram que se uniriam a uma campanha de boicote ao Facebook, interrompendo pelo menos durante o mês de julho suas propagandas pagas no site. 

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O movimento foi iniciado por um grupo de seis organizações dos Estados Unidos relacionadas ao trabalho contra a propagação de discurso de ódio na internet. Os grupos são: Anti-Defamation League, Color of Change, Common Sense Media, Free Press, NAACP e Sleeping Giants (que também atua no Brasil). 

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A hashtag do movimento é a #StopHateForProfit, ou “pare com o lucro do ódio” em tradução livre do inglês.

O boicote é uma tentativa de pressionar o Facebook a melhorar suas práticas contra a proliferação de conteúdos violentos na plataforma, em um momento de intensificação do embate político. Nesse contexto, grupos de ódio, racistas e homofóbicos, têm usado o Facebook para disseminar sua mensagem e organizar ataques contra seus alvos. 

Apesar de o site manter grupos e sistemas automáticos que buscam interromper esse tipo de atividade, as ONGs envolvidas no boicote não vêem essas medidas como suficientes, e pedem, por exemplo, a criação de processos específicos de moderação no caso de conteúdos direcionados a grupos classificados por religião, gênero ou raça. E também criar oportunidades para vítimas de assédio na rede social conversar com os funcionários do Facebook. 

Tanto a North Face quanto a Patagonia afirmaram apoiar o boicote, eliminando seus anúncios pagos no Facebook durante esse mês de julho, por se alinharem com a causa defendida pelas ONGs. Os grupos enxergam no “estrangulamento” financeiro uma estratégia eficiente para que células extremistas percam a força e a capacidade de praticar seus atos de violência. 

Em comunicado enviado à CNN, o Facebook afirmou “respeitar profundamente” a decisão das marcas, e que mantém o diálogo aberto com diferentes partes da sociedade civil para conseguir tornar a plataforma uma “força para o bem”.

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