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Nomura reavalia espaço de escritórios em meio a cortes de custos

Takashi Nakamichi e Takako Taniguchi

(Bloomberg) -- O uso do espaço de escritórios da Nomura é parte de uma revisão abrangente a pedido do novo diretor-presidente, enquanto a corretora busca reduzir custos em meio à pandemia de coronavírus.

Kentaro Okuda disse que deu instruções para que cada departamento avalie o impacto do surto e “o que é necessário e o que não é". A maior empresa de valores mobiliários do Japão examinará o espaço da sede em Tóquio e no exterior, porque os funcionários devem continuar trabalhando em casa em vários departamentos na era de distanciamento social, disse em entrevista.

“Nosso ambiente de negócios iniciou uma drástica transformação por causa do coronavírus e condições de mercado, o que significa que precisamos de uma revisão” mais ampla em muitas áreas, disse Okuda. Ele pretende compilar os resultados até março.

Okuda, que assumiu o posto de CEO em abril, segue os passos de bancos globais como Barclays e Morgan Stanley ao questionar a necessidade de imóveis caros na era Covid-19. Bancos e corretoras estão entre os maiores inquilinos do setor imobiliário comercial global, e muitos faziam cortes de empregos e reestruturações mesmo antes da pandemia.

A revisão de um ano da Nomura, centrada em 140 bilhões de ienes (US$ 1,3 bilhão) de cortes de custos, não é mais suficiente, disse Okuda, sem definir uma nova meta.

Ele também destacou uma possível redução da divisão de empréstimos globais depois que resultados negativos, como queda do valor de empréstimos no exterior, levaram a um surpreendente prejuízo líquido último trimestre. A corretora tem expandido o financiamento de fusões, com o objetivo de fortalecer acordos e os chamados negócios primários, para estabilizar o lucro e reduzir a dependência da receita de trading.

Os cerca de 27 mil funcionários da Nomura estão espalhados por centros financeiros ao redor do mundo em imóveis caros, como 1 Angel Lane, em Londres, e Worldwide Plaza, em Nova York. A empresa japonesa deverá reduzir o espaço ocupado por escritórios no Two International Finance Center, um dos principais distritos comerciais de Hong Kong, pessoas com conhecimento do assunto disseram em março.

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