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Nokia também acredita que metaverso vai substituir smartphones

O metaverso vai substituir os smartphones nos próximos dez anos. Ao menos é isso que acreditam alguns analistas do segmento de tecnologia e também o atual diretor de Estratégia e Tecnologia da Nokia. Em entrevista, Nishant Batra concorda que a "experiência do metaverso" será popularizada em menos de uma década e coloca a empresa em um posicionamento muito diferente da antiga gestão que não acreditava no potencial dos smartphones.

Em entrevista ao The Spokesman, Batra diz que a Nokia acredita que os smartphones serão ultrapassados pela experiência do metaverso na segunda metade da década, e que a "adoção em larga escala da tecnologia tanto para corporações e consumidores será crítica para o metaverso realmente decolar".

O executivo destaca ainda que tudo isso dependerá da disponibilidade de dispositivos de realidade virtual e aumentada de preço baixo, ergonômicos e com conexão sem fio.

Objetivo do metaverso é realizar ações sociais do dia a dia, mas dentro de um ambiente completamente virtual com avatares substituindo as pessoas de carne e osso (Imagem: Divulgação/Meta)
Objetivo do metaverso é realizar ações sociais do dia a dia, mas dentro de um ambiente completamente virtual com avatares substituindo as pessoas de carne e osso (Imagem: Divulgação/Meta)

Os pontos citados pelo executivo são os mais problemáticos atualmente. Headsets de realidade virtual ainda são pesados e grandes, e muitos deles dependem de um equipamento externo para realizar o processamento fora do corpo para não consumir muita bateria nem superaquecer.

Por outro lado, os óculos de realidade aumentada são quase inexistentes. Embora empresas como Qualcomm, Xiaomi e OPPO tenham exibido protótipos e conceitos de suas ideias mais plausíveis, é difícil encontrar um modelo realmente útil no começo de 2023.

E isso nos faz esbarrar em mais um ponto: o preço. Seja pela tecnologia ainda não popularizada de telas transparentes ou a falta de processadores extremamente eficientes, com baixo consumo energético e de alto desempenho, produzir óculos de realidade aumentada é extremamente caro. Assim como é caro fabricar e vender headsets VR de qualidade.

As experiências VR mais populares costumam ser limitadas aos jogos mais simples. O metaverso do jeito que todas as grandes empresas sonham ainda está longe de se tornar realidade.

Apple também prepara mergulho no seu próprio metaverso com estreia de um headset VR/AR este ano (Imagem: Reprodução/Ian Zelbo)
Apple também prepara mergulho no seu próprio metaverso com estreia de um headset VR/AR este ano (Imagem: Reprodução/Ian Zelbo)

A Apple prepara sua estreia no segmento com a chegada do Reality Pro este ano, um headset VR/AR que já é visto como divisor de águas na indústria, capaz de popularizar de vez o segmento e mirar a inovação de forma semelhante ao que a empresa fez com a chegada do iPhone em 2007.

Se o metaverso, óculos de realidade aumentada e headsets de realidade aumentada serão responsáveis por substituir o smartphone de nossas mãos até 2030, ainda não temos como saber, mas acompanharemos ano após ano as conquistas e fracassos da indústria.

Fonte: Canaltech

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