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Nobel de Economia aponta falta de integridade no Banco Mundial sob comando de Georgieva

·2 minuto de leitura
O Prêmio Nobel Paul Romer criticou a falta de integridade dos líderes do Banco Mundial, incluindo Kristalina Georgieva, atual diretora do FMI (AFP/Christine Olsson)

O ganhador do Prêmio Nobel de Economia, Paul Romer, afirmou que a atual diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, então presidente-executiva do Banco Mundial, orquestrou uma "lavagem" relacionada ao principal relatório econômico da entidade.

Entrevistado pela AFP na quinta-feira, Romer disse que havia uma "falta de integridade" entre funcionários do Banco Mundial, incluindo Georgieva.

Horas antes, o BM havia ordenado a suspensão imediata de seu relatório "Doing Business" depois que uma comissão independente solicitada pela diretoria da entidade encontrou irregularidades nas edições de 2018 e 2020 e concluiu que Georgieva pressionou por alterações para evitar rusgas com a China.

Romer disse que, durante seu período no Banco Mundial, não percebeu que Georgieva pressionou sua equipe sobre a China. No entanto, ele afirmou: "Eu tinha algumas suspeitas de que coisas assim pudessem estar acontecendo".

Romer renunciou ao cargo de economista-chefe do banco em janeiro de 2018, após expressar publicamente sua preocupação com mudanças metodológicas "arbitrárias" que alteraram drasticamente as classificações de vários países, especialmente do Chile.

Ele disse que essas mudanças diminuíram a classificação do Chile durante o governo da presidente socialista Michelle Bachelet, mas depois a classificação aumentou durante o governo de seu sucessor, o conservador Sebastián Piñera.

“Quando eu levantei essas questões, Kristalina armou um acobertamento, uma lavagem”, disse ele. “Eu me reportava a pessoas que não tinham integridade. Era intolerável”, enfatizou.

Romer observou que Georgieva trabalhou em estreita colaboração com Simeon Djankov, responsável pela auditoria do documento. Djankov, ex-ministro das finanças búlgaro, voltou ao banco depois de participar do governo e foi o criador do relatório "Doing Business".

A investigação revelou não apenas que Georgieva, mas também Djankov e o então presidente do banco, Jim Kim, estavam pressionando para que o relatório favorecesse a China. Georgieva questionou as revelações.

O banco divulgou as conclusões do escritório de advocacia WilmerHale citando um "ambiente tóxico" para os funcionários.

Esse relatório foi particularmente condenatório para as ações de Djankov. O texto informava que Djankov disse à equipe que tinha amigos no comitê de ética que lhe revelariam se ele fosse denunciado.

Djankov deixou o banco em março de 2020, e a equipe relatou os problemas três meses depois.

"O tipo de intimidação que o relatório descreve era real", disse Romer.

"Finalmente não me senti confortável em continuar denunciando Kristalina. Então, tornei públicas minhas acusações, apenas como uma forma de fazer com que fossem demitidos", disse Romer.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) se recusou a comentar as acusações de Romer.

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