Mercado fechará em 5 h 43 min
  • BOVESPA

    112.083,04
    -1.711,24 (-1,50%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.820,28
    -372,05 (-0,71%)
     
  • PETROLEO CRU

    71,26
    -1,35 (-1,86%)
     
  • OURO

    1.752,10
    -4,60 (-0,26%)
     
  • BTC-USD

    47.453,16
    -35,24 (-0,07%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.206,83
    -18,71 (-1,53%)
     
  • S&P500

    4.443,49
    -30,26 (-0,68%)
     
  • DOW JONES

    34.580,50
    -170,82 (-0,49%)
     
  • FTSE

    7.005,27
    -22,21 (-0,32%)
     
  • HANG SENG

    24.920,76
    +252,91 (+1,03%)
     
  • NIKKEI

    30.500,05
    +176,71 (+0,58%)
     
  • NASDAQ

    15.530,00
    +12,25 (+0,08%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,2724
    +0,0876 (+1,42%)
     

No pré-pandemia, quase a metade dos brasileiros vivia em famílias com atrasos em contas mensais

·3 minuto de leitura

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Em período pré-pandemia, quase a metade dos brasileiros pertencia a famílias que haviam atrasado o pagamento de pelo menos uma conta mensal fixa devido a dificuldades financeiras.

A conclusão integra novo recorte da POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares) 2017-2018, divulgado nesta quinta-feira (19) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Conforme o estudo, 46,2% dos brasileiros (95,6 milhões de pessoas) pertenciam a famílias que haviam atrasado pelo menos uma conta fixa, no intervalo de 12 meses, em razão do aperto no bolso. A fatia de 53,8%, por outro lado, não registrou atrasos.

André Martins, pesquisador do IBGE, avalia que os dados de 2017 e 2018 já refletiam um cenário de dificuldades para uma parte considerável da população. À época, a economia tentava deixar para trás a herança da recessão de 2015 e 2016, que prejudicou a geração de emprego e renda.

Com a chegada da pandemia de Covid-19, em 2020, a perspectiva é de piora nos dados, segundo Martins. "Quando há um evento negativo, a tendência é de piora", aponta o pesquisador.

Os números do IBGE sinalizam que as faturas de água, luz e gás foram as mais afetadas pelas restrições nos orçamentos familiares entre 2017 e 2018.

De acordo com o instituto, 37,5% da população vivia em famílias que reportaram atraso no pagamento desse tipo de conta mensal em razão das dificuldades financeiras.

O acerto postergado de despesas com prestação de bens e serviços (26,6%), como TV a cabo, e aluguel ou prestação de imóvel (7,8%) vieram na sequência da lista.

A pesquisa ainda detalha que 30,4% da população integrava famílias que haviam atrasado pelo menos uma conta fixa e que tinham pretos e pardos como pessoas de referência (responsáveis por gastos). O percentual foi menor para aquelas famílias cujas pessoas de referência eram de cor branca (15,2%).

No recorte por nível de instrução, foi observado que as famílias com atrasos e com pessoas de referência com menor escolaridade, até o Ensino Fundamental completo, concentravam 26% dos moradores no país.

"Essas famílias são mais afetadas diretamente [pelas dificuldades]. A decomposição por grupos colabora para uma visão sobre o cenário como um todo", diz Martins.

A edição anterior da POF reuniu dados de 2008 e 2009. Conforme o IBGE, houve alterações em questionamentos, e os dados apresentados nesta quinta-feira não são comparáveis.

O estudo também apontou que 72,4% dos brasileiros viviam em famílias que relataram alguma dificuldade para pagar suas despesas mensais em 2017 e 2018. Outras 27,6% indicaram algum nível de facilidade para quitar seus compromissos fixos.

Em 2017 e 2018, 83,3% da população vivia em famílias nas quais algum integrante tinha acesso a serviços financeiros. Os percentuais foram de 66,2% para conta corrente, de 49,9% para cartão de crédito, de 55,9% para caderneta de poupança e de 19,5% para o cheque especial.

Esses dados fazem parte da dimensão do estudo chamada acesso aos serviços financeiros e padrão de vida. A pesquisa traz ainda informações sobre alimentação, transporte e lazer e viagem.

O IBGE aponta que 41% da população residia em domicílios com algum nível de insegurança alimentar --a fatia de 28,4% era integrante de famílias com as pessoas de referência pretas ou pardas.

O estudo ainda mostra que a despesa média per capita das famílias com transporte no país foi de R$ 85,44 em 2017 e 2018. A quantia era distribuída da seguinte forma: 71,2% (R$ 60,81) para transporte particular, táxi e aplicativos; 20,6% (R$ 17,57) para transportes coletivos; e 8,3% (R$ 7,06) para meios alternativos e outros.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos