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No Planalto, caminhoneiros recebidos por Bolsonaro dizem que só destravam vias se pauta anti-STF avançar

·2 minuto de leitura

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Caminhoneiros que estiveram com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disseram nesta quinta-feira (9) que só desmobilizam atos de raiz golpista e paralisações em rodovias se avançar a pauta anti-STF (Supremo Tribunal Federal).

Ao lado de deputados bolsonaristas no Palácio do Planalto, dois caminhoneiros que se identificaram como Francisco Dalmora Burgardt -"Chicão caminhoneiro"- e Cleomar Araujo negaram que Bolsonaro tenha pedido o fim das manifestações.

O presidente, no entanto, divulgou áudio na quarta-feira (8) pedindo que caminhoneiros alinhados ao governo liberem as rodovias bloqueadas.

"Fala para os caminhoneiros aí que [eles] são nossos aliados, mas esses bloqueios aí atrapalham a nossa economia. Isso provoca desabastecimento, inflação, prejudica todo mundo, em especial os mais pobres. Então, dá um toque nos caras aí, se for possível, para liberar, tá ok? Para a gente seguir a normalidade", disse Bolsonaro.

Questionados sobre quando encerram as manifestações, Burgardt condiciou a retirada dos caminhões das estradas a uma reunião com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), para tratar da atuação do Supremo.

Caminhoneiros bloqueiam diversos pontos de rodovias em protestos feitos após o 7 de Setembro. Também estão acampados e com caminhões estacionados na Esplanada dos Ministérios.

Ele não deu detalhes se a ideia é pedir o impeachment de algum ministro específico ou até a destituição de toda a Corte, como pediam alguns manifestantes que participaram de protestos do 7 de Setembro. Ele afirmou que as reivindicações ainda estão sendo elaboradas.

"Permanecemos no aguardo de ser recebido pelo mesmo [Rodrigo Pacheco] e talvez exista alguma questão com relação a quanto tempo vai durar. Eu já antecipo para os senhores: estamos aguardando ser recebidos pelo senador Rodrigo Pacheco. Até que isso seja realizado, nós estamos mobilizados em todo o Brasil", disse o Burgardt.

"Bolsonaro não nos pediu nada", disse ainda o mesmo caminhoneiro. "Como nós estamos mobilizados aqui, aproveitamos a oportunidade para estar com o presidente, que, diga-se de passagem, foi muito cordial", completou.

Os caminhoneiros disseram que não representam entidades e são autônomos. Burgardt perdeu as eleições de 2020 a vereador em Canoinhas (SC) pelo PRTB, o mesmo partido do vice presidente Hamilton Mourão.

Os caminhoneiros tiveram reunião com o presidente Jair Bolsonaro e com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas. Havia expectativa de que o ministro falasse à imprensa sobre o encontro, mas os deputados Bibo Nunes (PSL-RS), Carla Zambelli (PSL-SP) e Major Vítor Hugo (PSL-GO) foram escalados.

Zambelli disse que o presidente não tem controle sobre as manifestações, mas mostrou preocupação com os "mais vulneráveis" por causa das paralisações.

"Aquilo que vocês ouviram no áudio de ontem e que o Tarcísio soltou no vídeo não mudou nada. Não cabe ao presidente decidir o que eles fazem", disse Zambelli.

Os deputados também anunciaram que vão apresentar habeas corpus contra a prisão do caminhoneiro Zé Trovão, que estava foragido e foi localizado pela Polícia Federal no México nesta quinta (9).

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