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No mundo todo, mais de 150 remédios são testados contra COVID-19

Nathan Vieira

Com a pandemia acontecendo, o foco está todo voltado a combater a COVID-19. Tendo isso em mente, na quarta-feira (10) será realizado o seminário “Vetores saudáveis: Desenvolvimento de Medicamentos e Vacinas para a COVID-19 e os Desafios em Saúde no Brasil”, pela Universidade de São Paulo (USP) e a Academia de Ciências do Estado de São Paulo (Aciesp). Esse seminário trouxe um levantamento: 153 fármacos estão sendo testados em 1.765 estudos com pacientes que foram infectados.

“Uma análise cuidadosa dos 1.765 estudos em andamento revelou algumas surpresas e curiosidades. Entre as 153 substâncias químicas registradas nos testes clínicos há antivirais, antiparasitários e medicamentos desenvolvidos para diferentes condições”, diz Adriano Andricopulo, pesquisador e coordenador de transferência de tecnologia do Centro de Pesquisa e Inovação em Biodiversidade e Fármacos (CIBFar) e responsável pelo levantamento.

Para fazer o levantamento, a equipe analisou dados de quatro bases on-line de estudos clínicos: Clinical Trials, mantida pelos National Institutes of Health (NIH) dos Estados Unidos (1.001 registros); EU Clinical Trials Register, da União Europeia (51 registros); ISRCTN, que segue diretrizes da Plataforma Internacional de Registro de Ensaios Clínicos (ICTRP), da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Comitê Internacional de Editores de Revistas Médicas ICMJE (39 registros), e Chinese Clinical Trial Registry, da China (674 registros).

Os medicamentos

153 medicamentos são utilizados em 1.765 estudos para combater COVID-19

Entre as 153 que estão sendo avaliadas para a COVID-19, há uma grande diversidade de classes terapêuticas: 26 candidatos são antivirais. Outros 18 são medicamentos anticâncer, 14 imunossupressores, 13 anti-hipertensivos, 12 antiparasitários e 12 anti-inflamatórios. Enquanto isso, entre os outros 58 candidatos estão antibióticos diversos, antiulcerosos, anticoagulantes, antidepressivos, antipsicóticos, vasodilatadores, antidiabéticos, corticosteroides e redutores de colesterol.

Por enquanto, o mais promissor é o antiviral remdesivir, desenvolvido originalmente para combater o vírus ebola. Segundo o pesquisador em questão, não há vacina nem medicamento específico aprovado para a COVID-19, o que traz um alerta: “Ainda estamos distantes de alcançar um tratamento com 100% de eficácia e é pouco provável que isso ocorra no curto prazo. E a pouca eficácia dos medicamentos em investigação clínica sugere que o tratamento da COVID-19 deva ser feito com uma combinação de fármacos, de acordo com a avaliação do quadro e das condições de cada paciente”.

Fonte: Canaltech