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No início da temporada de balanços, bolsas de NY fecham sem direção única

Valor

O índice Dow Jones valorizou 0,11%, mas o S&P 500 e o Nasdaq recuaram, respectivamente, 0,15% e 0,24 Os índices acionários em Nova York fecharam a terça-feira (14) sem direção única, mas próximos da estabilidade, com o início da temporada de resultados corporativos do quarto trimestre de 2019 nos Estados Unidos. Os ativos de risco também foram pressionados, no meio da tarde desta terça, pela notícia de que as tarifas americanas sobre bens chineses não devem ser revertidas imediatamente após a assinatura da "primeira fase" do acordo comercial entre EUA e China, prevista para acontecer nesta quarta (15), em Washington.

Na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse), o Dow Jones fechou o dia em alta de 0,11%, aos 28.939,67 pontos, enquanto o S&P 500 recuou 0,15%, aos 3.283,15 pontos. O índice eletrônico Nasdaq caiu 0,24%, aos 9.251,33 pontos.

Antes da abertura dos mercados, três grandes instituições financeiras dos Estados Unidos divulgaram seus resultados do quarto trimestre. O J.P. Morgan reportou um lucro de US$ 2,57 por ação, superando a expectativa de US$ 2,35 por papel. O Citigroup, por sua vez, reportou lucro de US$ 2,15 por ação, também acima da expectativa de US$ 1,81, de acordo com dados da FactSet. As ações das empresas subiram 1,17% e 1,56%, respectivamente.

O balanço trimestral do Wells Fargo foi menos positivo. O banco reportou lucro de US$ 0,60 por ação, ficando bem abaixo da expectativa, que era de US$ 1,12. A companhia foi prejudicada por gastos de US$ 1,5 bilhão em custos legais relacionados a um escândalo de contas falsas, que pesa sobre a empresa desde 2016. O resultado fraco provocou uma forte queda nos papéis da instituição, que fecharam o dia em baixa de 5,39%.

À parte do resultado do Wells Fargo, os investidores se animaram com os lucros apresentados no primeiro dia de divulgação de balanços e com a proximidade da assinatura do acordo comercial entre americanos e chineses.

As ações chegaram a superar máximas históricas intradiárias e o Dow Jones voltou a ultrapassar os 29 mil pontos ao longo da sessão. No entanto, no meio da tarde desta terça, os índices acionários em Wall Street devolveram ganhos após a agência Bloomberg ter informado que as tarifas americanas sobre produtos chineses não serão removidas imediatamente após a assinatura da "primeira fase" do aguardado acordo comercial.

Segundo informou a agência, citando fontes a par das negociações, as tarifas devem seguir em vigor ao menos até as eleições presidenciais americanas, em novembro de 2020. Os dois países teriam concordado que uma eventual redução tarifária só ocorrerá após 10 meses e dependerá do cumprimento, por Pequim, dos termos do acordo comercial preliminar.

Mesmo com a notícia negativa na frente comercial, as perdas não foram muito significativas, disse Frank Cappelleri, diretor executivo da corretora Instinet. Segundo ele, as ações estão extraordinariamente calmas desde meados de outubro, e essa é a tendência mais importante a ser observada. "Esse tipo de calma no mercado não pode durar para sempre", afirmou. "É apenas uma questão de quando ou o que vai causar uma turbulência", afirmou.

Seis índices setoriais do S&P 500 fecharam o dia em queda, três subiram e dois terminaram estáveis. As perdas mais acentuadas ocorreram nas empresas de tecnologia (-0,60%) e os maiores ganhos ocorreram nos papéis de serviços de saúde (+0,55%).