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No Havaí, falta mão de obra atrapalha retomada do turismo

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Após um ano recorde de visitantes em 2019, a pandemia de coronavírus paralisou o turismo no Havaí. Agora, o setor voltou com tudo — talvez além da conta.

Na semana de 1º a 8 de junho, o estado registrou 2.000 chegadas a mais do que no mesmo período de 2019. As diárias dos quartos padrão em resorts de luxo chegam a US$ 3.000, em alguns quatro vezes mais do que a taxa convencional. Com a falta de carros para locação, alguns turistas alugaram pequenos caminhões de mudança para percorrer as frágeis estradas costeiras do Havaí. Nos restaurantes, as reservas precisam ser feitas com semanas de antecedência. Aulas de surf e passeios de mergulho estão esgotados durante o verão inteiro. E mesmo com reserva, as filas para atrações populares, como o Parque Nacional Haleakala, em Maui, têm filas sem precedentes.

O turismo é a salvação da economia do estado, responsável por pelo menos um quarto dos empregos. Sem essa atividade, o PIB estadual teve contração estimada em 7,5% no ano passado. Mas a volta dos visitantes expõe outros problemas — do custo de vida à alarmante escassez de mão de obra.

Com o turismo parado, a taxa de desemprego no Havaí disparou de menos de 4% para 15%, uma das mais altas dos EUA. No entanto, as empresas de hospedagem enfrentam surpreendentes dificuldades para recontratar funcionários. No Four Seasons Resort Maui, em Wailea, a falta de trabalhadores obriga o diretor de marketing Mark Simon a limpar as mesas do restaurante e carregar bagagens.

Em todo o arquipélago, há aproximadamente 40.000 vagas não preenchidas em hotéis e restaurantes, de acordo com um banco de dados estadual. Mufi Hannemann, presidente da associação estadual de turismo, atribui a situação aos programas de auxílio-desemprego e à migração de trabalhadores.

Com mais oportunidades e custo de vida menor no continente, muitos habitantes deixaram o estado. A força de trabalho do Havaí diminuiu em cerca de 16.000 pessoas desde o início da pandemia, de acordo com a área de pesquisa econômica da Universidade do Havaí. Segundo Hannemann, o setor de hospitalidade foi especialmente afetado porque os trabalhadores demitidos encontraram empregos em outros ramos durante o longo período de paralisação das atividades devido à pandemia.

Isso coincide com uma temporada tão movimentada que parece o Natal. Simon, do Four Seasons, conta que todas as cadeiras de praia e espreguiçadeiras do resort já estão ocupadas quando o sol nasce e as reservas para restaurante e spa estão esgotadas. Para atender à demanda, ele pede que os funcionários façam hora extra e atuem em diversas funções: gerentes estão atendendo mesas e carregadores de bagagens ajudam na recepção.

O quadro se repete nos restaurantes à beira da praia em Waikiki, que colocaram placas nas janelas pedindo paciência ao público devido à falta de mão de obra. “Temos no mínimo 10 vagas abertas, o que é inédito”, diz Michael Miller, diretor operacional do Tiki’s Grill & Bar. “E as pessoas não aparecem nem para entrevistas.”

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©2021 Bloomberg L.P.

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