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No dia seguinte a ataques e guerra da milícia, Zona Oeste tem poucas vans circulando

·4 minuto de leitura

A queima de vans promovida por homens armados de fuzis em bairros da Zona Oeste do Rio, nesta quinta-feira, fez com que muitos motoristas do transporte alternativo deixassem de circular nesta sexta-feira. No terminal de vans em Campo Grande, a movimentação era abaixo do normal: apenas dois veículos aguardavam saída no local. Segundo moradores, geralmente o número é bem maior no horário do fim da manhã, com cerca de dez vans. No terminal de ônibus que fica ao lado, a circulação de passageiros também é menor.

Após os ataques, o policiamento segue reforçado na região.

O mesmo cenário em Santa Cruz. Por lá, menos vans nas ruas. Carros da Polícia Militar estavam, por volta das 10h30, baseados em frente a entradas das comunidades do Rola e de Antares. Nessa última, um blindado também reforça o patrulhamento.

Em nota, a RioÔnibus informa que a operação do consórcio Santa Cruz ocorreu de forma padrão na manhã desta sexta-feira. As empresas estavam preparadas para possíveis interrupções ou modificações de trajetos, com base nas cenas de violência de ontem, que afetaram operação e a circulação de 341 mil passageiros.

A queima de vans não foi um ato isolado na guerra de dois grupos rivais de milicianos que disputam o controle da exploração de negócios irregulares na região. Uma das hipóteses investigadas pela policia é a de que Danilo Dias Lima, o Danilo Tandera, esteja de olho na cobrança de taxas de motoristas dos bairros de Santa Cruz, Campo Grande e Paciência, que são recebidas atualmente pelo bando chefiado por Luis Antonio da Silva Braga, o Zinho.

A estimativa da polícia é de que os paramilitares lucrem entre R$ 1 milhão e R$ 2 milhões por mês apenas com extorsões. O ataque de Danilo teria sido um recado para que profissionais do volante passassem a pagar taxas para seu grupo. Pelo menos cinco das sete vans incendidas foram queimadas em áreas controladas por Zinho: duas no Jardim Palmares, em Paciência, duas na Estrada do Tingui, em Campo Grande, e uma na Avenida João XVIII, em Santa Cruz. Em um dos casos, homens vestidos de roupas pretas e armados de fuzis chegaram a disparar tiros.

No último 30 de agosto, agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e de Inquéritos Especiais (Draco-IE) prenderam dois milicianos tentando extorquir motoristas em Campo Grande. Segundo a policia, eles ameaçavam queimar vans caso o pagamento de taxas não fosse feito. O dinheiro era cobrado como permissão para que os veículos continuassem a rodar pelos redutos da milícia. No dia 1º de setembro, policiais da Draco e da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis, em conjunto com agentes da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) deflagraram uma operação contra veículos controlados pela milícia em Campo Grande. Na ocasião, sete vans foram apreendidas na Avenida Cesário de Melo e na Estrada da Caroba e 77 multas foram aplicadas.

Pelo menos sete vans foram incendiadas na manhã desta quinta-feira em cinco bairros da Zona Oeste do Rio. De acordo com a Secretaria de Estado de Educação, 12 das 24 escolas localizadas em Campo Grande tiveram suas atividades presenciais suspensas nesta quinta-feira. Por estarem acontecendo no modelo híbrido, a pasta esclarece que as atividades remotas continuaram acontecendo na forma on-line, sem perda de conteúdo para os alunos.

Também nesta quinta-feira, dois homens foram mortos em Santa Cruz com tiros de fuzil. A polícia investiga se os assassinatos estão ligados a invasão de milicianos do grupo de Danilo Tandera. Informações preliminares dão conta ainda de que o ataque foi uma retaliação a morte de dois homens, ocorrida nesta quarta-feira, em Nova Iguaçu. As vitimas seriam ligadas a Tandera e foram executadas às margens da Avenida Abílio Augusto Távora. Atualmente, Danilo Tandera controla os negócios da milícia em Nova Iguaçu, Itaguaí e Seropédica e em pontos da Zona Oeste.

O Portal dos Procurados oferece R$ 5 mil de recompensa por informações que ajudem a prender o miliciano Tandera, de 37 anos, que é alvo de investigações da Delegacia de Repressão as Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE). Ele está foragido da Justiça desde novembro de 2016. Sua quadrilha atua em Seropédica, Itaguaí, e em outros pontos da Baixada, como o Bairro K-32, em Nova Iguaçu. Ele é suspeito de lavar dinheiro de atividade criminosa da milícia, adquirindo mansões, cavalos de raça, carros, entre outros.

Com a morte do miliciano Wellington da Silva Braga, o Ecko, Tandera é o criminoso mais procurado do Rio. De acordo com as investigações da Draco, sua quadrilha tem como principais fontes de renda a exploração de comerciantes, obrigados a pagar taxa de segurança, venda de cigarros contrabandeados, exploração da distribuição clandestina de TV a cabo e comercialização de botijões de gás, entre outros crimes.

Em guerra com Tandera, Luis Antônio da Silva Braga, o Zinho, herdou o comando da maior milícia do Rio após substituir o irmão Wellington da Silva Braga, o Ecko. Seu irmão morreu após ser baleado em confronto com policiais civis, em 12 de junho. Antes da morte de Ecko, Zinho era o operador financeiro do bando e encarregado de lavar o dinheiro da milícia. Contra ele, há pelo menos três mandados de prisão expedidos pela Justiça do Rio. O Disque-Denúncia (2253-1177) oferece recompensa de R$ 1 mil por informações que levem à sua captura.

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