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No Dia Nacional do Samba, bambas como Zeca Pagodinho, Moacyr Luz e Leci Brandão indicam novos talentos do gênero; veja lista

·4 min de leitura

Em “Loucos de inspiração”, Moacyr Luz canta: “O samba já me deu / Cadeira pra sentar / Eu digo que valeu cantar / O sol já vai nascer / Parece anunciar / Que a luz não vai se apagar / Novos estão pra chegar / Loucos de inspiração / Eu dou pra quem quer seguir, a minha mão”. A roda gira, a “velha guarda” continua na ativa e, ao lado dos novos talentos, não deixa o samba morrer, como pede o clássico de Edson Conceição e Aloísio Silva, eternizado na voz de Alcione em 1975 e regravado por tantos outros sambistas depois.

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Neste 2 de dezembro, Dia Nacional do Samba, o EXTRA convidou veteranos da música popular brasileira a indicar artistas do gênero não tão conhecidos do grande público, mas que têm se destacado aos seus olhos, seja nas composições ou na performance vocal. Confira o que têm a dizer os bambas Zeca Pagodinho, Leci Bandão, Tia Surica, Nilze Carvalho, Dudu Nobre e o próprio Moacyr Luz.

Dudu Nobre: “O pessoal fala muito do samba de meio de ano, de partido-alto, do samba romântico... Mas tem uma outra vertente muito interessante que é o das escolas de samba. Nesse cenário, eu vejo um grande valor no Diego Nicolau, um grande compositor e cantor. Já tive o prazer de escrever alguns sambas com ele. Fomos campeões na Mocidade Independente de Padre Miguel, na Vila Maria em São Paulo... Acho que já passou da hora de ele assumir os vocais de uma escola do Grupo Especial. Hoje Diego é cantor da Unidos de Padre Miguel, no Acesso”.

Leci Brandão: “Nesses meus quase 50 anos de carreira, conheci muita gente boa no samba. Uma é a Telma Tavares. Ela já participou de festivais, foi backing vocal de Beth Carvalho, teve oito músicas gravadas por Alcione, toca violão muito bem. E me deu a oportunidade de gravar junto com ela o samba ‘Carioca da gema’, em que cantamos figuras ilustres do samba. Outra artista que não posso deixar de citar é Marina Íris, com quem gravei o samba vitorioso da Mangueira de 2019. Ela também já gravou com Péricles, Diogo Nogueira... Tem feito muitos shows no Rio, tem uma performance muito boa e um futuro legal na carreira”.

Moacyr Luz: “Eu me sinto um privilegiado por estar à frente de uma roda como o Samba do Trabalhador, que já existe há 16 anos. Ao longo desse tempo todo, venho acompanhando muitos novos talentos surgirem, como se fossem um tesouro escondido no fundo do mar. É muito difícil citar um só. Mas entre os muitos que têm me chamado atenção, tem o João Martins, que é um compositor maravilhoso, diferenciado, e atua muito nas periferias; e o Douglas Lemos, com quem eu fiz um disco, ‘Jogo de cintura’. Florescem novas inspirações para o samba brasileiro”.

Nilze Carvalho: “Tem muita gente boa aparecendo há muito tempo na roda. Mas, neste ano, eu tive um contato maior com uma artista de Porto Alegre (RS)chamada Pâmela Amaro. Eu já a conhecia da internet, porque ela fez um samba-resposta pra um pessoal que tinha composto um outro, machista. Pâmela toca cavaquinho, é atriz, cantora e, principalmente, compositora. Para a minha sorte, ela me convidou pra participar de um projeto dela, ‘Samba às avessas’. Ela é uma artista muito natural! Gosto também porque enaltece as mulheres em suas composições, coisa que a gente precisa acentuar nos dias atuais. E, como ela vem do teatro, tem um trabalho muito conceitual. Não é mais do mesmo, sabe? É samba bem raiz, muito interessante”.

Tia Surica: “Eu indico o Leo Russo. Ele é uma pessoa simples, modesta. Tem um carinho muito grande por mim; e eu, por ele. Só de ele ser portelense, já ficou gravado no meu coração (risos). Além de tudo, Leo canta bem, tem uma presença de palco muito boa, é um cara carismático. Eu o conheci numa roda de samba que ele tinha na Barra, e me convidou para participar. Ali eu tive certeza do talento dele. Depois, Leo ainda participou de uma live comigo. Vale muito ouvir!”.

Zeca Pagodinho: “Sugiro que fiquem de olho em Juninho Thybau e Renato Milagres, dois sobrinhos meus que estão batalhando há algum tempo para conquistar seus espaços. São bons garotos que estão dando continuidade à nossa história. Nossa família sempre foi musical, desde a minha infância a casa era tomada de serestas e bons sambas cantados por minha mãe, meus tios e tias. E agora, além de mim, temos esses dois levando o samba para além das nossas casas”.

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