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No Dia de Finados, Bolsonaro volta defender liberação de armas: 'povo armado jamais escravizado'

João de Mari
·3 minuto de leitura
Brazil's President Jair Bolsonaro attends a ceremony to commemorate Public Servant Day, at the Planalto Presidential Palace in Brasilia, Brazil, Wednesday, Oct. 28, 2020. (AP Photo/Eraldo Peres)
Pesquisadores criticam a flexibilização do acesso à armas promovida pelo governo federal e temem que isso represente alta de mortes (Foto: AP Photo/Eraldo Peres)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) usou as redes sociais nesta segunda-feira (2), feriado do Dia de Finados, para voltar a defender a liberação de armas no Brasil, dizendo que "povo armado jamais será escravizado".

A publicação foi feita em resposta a uma reportagem da revista Veja que diz que o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho “02” do presidente, atuou para barrar o controle de armas e munições no país.

Segundo reportagem, mesmo sem ter atribuições específicas para estar presente nas negociações, Carlos teria participado de reuniões do Palácio do Planalto para se contrapor à medida. Estavam representantes do governo, da Polícia Rodoviária Federal e do Exército.

Para o presidente, a reportagem da revista serviu como “um tiro no próprio pé”. “Se a Veja pretendia atingir negativamente o vereador Carlos Bolsonaro, acabou dando mais um tiro no próprio pé", escreveu.

Bolsonaro ainda destacou, de maneira negativa, que "muitos trabalharam e ainda se empenham para se evitar o desarmamento nos moldes de outros governos".

Reunião ministerial

Em maio deste ano, Bolsonaro havia reforçado a ideia de armar a população como forma de evitar uma ditadura. À época, o presidente compartilhou em suas redes sociais trecho do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril, que se tornou publico pelo STF (Supremo Tribunal Federal), em que prega o posicionamento de armar o povo para "impedir uma ditadura no País". Ele afirmou ainda que a população, quando armada, "jamais será escravizada".

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"Olha como é fácil impor uma ditadura no Brasil. Por isso eu quero que o povo se arme, a garantia de que não vai aparecer um filho da puta e impor uma ditadura aqui. A bosta de um decreto, algema e bota todo mundo dentro de casa. Se ele tivesse armado ia para rua. Se eu fosse ditador, eu desarmava como fizeram todos no passado", afirmou Bolsonaro, dirigindo-se ao ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e ao ex-ministro da Justiça.

O recado pareceu ser dado para o ex-ministro da Justiça Sergio Moro, que sempre se mostrou contra a flexibilização do acesso às armas no Brasil.

"Espere para, em 2022, o Alvaro Dias, o (Geraldo) Alckmin, o (Fernando) Haddad, talvez o Lula, e vai ser feliz com eles. É escancarar o armamento no Brasil, eu quero o povo armado, povo armado jamais será escravizado", disse.

Mortes por arma de fogo

Desde que tomou posse, em janeiro de 2019, o presidente editou decretos que flexibilizaram o acesso a armamentos e a munições para a população. Em abril deste ano, ele revogou portarias de rastreamento e identificação de armas.

Em 71,1% dos homicídios registrados no Brasil no ano de 2018, o agressor usou uma arma de fogo para cometer o crime. No total, 41.179 foram assassinadas dessa forma naquele ano, segundo dados divulgados pelo Atlas da Violência, estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Os pesquisadores criticam a flexibilização do acesso à armas promovida pelo governo federal e temem que isso represente alta de mortes.